A Justiça Eleitoral oficializou a expulsão do ex-ministro Aldo Rebelo do Democracia Cristã após o partido anunciar a pré-candidatura presidencial do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. A decisão foi assinada pelo juiz eleitoral Tiago Duccatti Lino Machado, da Primeira Zona Eleitoral de São Paulo.

A medida atende a pedido apresentado pela direção nacional do partido, que também abriu procedimento disciplinar contra Aldo Rebelo. Em nota divulgada na semana passada, a legenda afirmou que a decisão foi tomada após o esgotamento das tentativas de solução interna e diante de supostos ataques feitos pelo ex-ministro contra dirigentes partidários.

O Democracia Cristã declarou ainda que Rebelo afrontou princípios e normas internas da legenda. O partido também criticou declarações direcionadas ao presidente nacional da sigla, o ex-deputado João Caldas.

O conflito interno ganhou força depois que o partido oficializou Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência da República. Aldo Rebelo, que também defendia disputar o Palácio do Planalto pela mesma legenda, classificou a decisão da direção partidária como uma afronta e afirmou que continuava na corrida presidencial.

Em entrevistas recentes, Rebelo sugeriu que a mudança de posicionamento do partido estaria ligada ao avanço das investigações envolvendo o caso Master em Alagoas. Segundo o ex-ministro, haveria preocupação política da família Caldas com possíveis desdobramentos do tema durante as eleições estaduais.

O ex-ministro citou ainda o nome do ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, conhecido como JHC, apontado como possível candidato ao governo alagoano.

Apesar da homologação da desfiliação, Aldo Rebelo contestou publicamente a legalidade da medida. Em nota enviada à imprensa, o ex-ministro afirmou que não houve decisão judicial definitiva sobre expulsão partidária, mas apenas homologação de pedido considerado irregular por sua defesa.

Segundo Rebelo, processos de expulsão exigem tramitação específica dentro do partido, incluindo direito à ampla defesa e abertura formal de procedimento disciplinar. O ex-ministro declarou ainda que todos os atos praticados pela direção do Democracia Cristã estão sendo questionados judicialmente.

A crise interna ocorre em meio às articulações partidárias para as eleições presidenciais e estaduais do próximo ano, ampliando a disputa política dentro da legenda.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil


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