As ações de empresas ligadas aos setores de petróleo, combustíveis e gás natural registraram movimentação financeira recorde na B3 durante o mês de março. Dados divulgados nesta segunda-feira, primeiro de junho, mostram que o segmento movimentou R$ 133,07 bilhões no período, alcançando o maior volume financeiro do primeiro quadrimestre de 2026.
O resultado superou com folga os volumes registrados nos demais meses do ano. Em janeiro, a movimentação havia alcançado R$ 68,9 bilhões. Em fevereiro, o total foi de R$ 56,7 bilhões. Já em abril, o setor negociou R$ 98,2 bilhões.
Segundo a B3, o desempenho acompanha um período de forte valorização do petróleo no mercado internacional. Ao longo de março, a commodity chegou a operar próxima ou acima de US$ 100 por barril, impulsionada principalmente pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã.
A Petrobras concentrou a maior parte das negociações do setor no mercado acionário brasileiro. O volume financeiro das ações da companhia saltou de R$ 34,6 bilhões em fevereiro para R$ 85,1 bilhões em março, representando um crescimento de aproximadamente R$ 50 bilhões em apenas um mês.
Outras empresas também registraram aumento significativo no volume de negociações. A Prio elevou sua movimentação de R$ 10,4 bilhões para R$ 30,2 bilhões no mesmo período. Já a Vibra Energia ampliou as negociações de R$ 5,1 bilhões para R$ 6,4 bilhões.
Em nota, a B3 destacou que o comportamento dos investidores reflete momentos de maior instabilidade nos mercados internacionais. Segundo a bolsa, períodos de volatilidade costumam aumentar o interesse por empresas ligadas a commodities, seja para aproveitar oportunidades de valorização ou para ajustar posições diante das incertezas do cenário global.
O desempenho reforça a importância do setor energético para o mercado financeiro brasileiro e evidencia o impacto direto das oscilações internacionais sobre as negociações realizadas na bolsa de valores do país.
Foto: B3/Divulgação

