O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega nesta sexta-feira (19) a Minas Gerais ainda disposto a convencer a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, a disputar o governo do estado nas eleições do próximo ano. Apesar de manifestar preferência por uma candidatura ao Senado, a petista continua sendo vista por aliados do presidente como uma das principais opções para liderar o projeto político do campo governista em território mineiro.

Segundo interlocutores próximos ao Palácio do Planalto, Lula mantém confiança no potencial eleitoral de Marília e pretende aproveitar a visita ao estado, dedicada a compromissos na área da Saúde, para avançar nas conversas sobre uma possível candidatura ao Executivo estadual. A avaliação é de que ela possui forte presença política em Minas Gerais e poderia ampliar a competitividade da base aliada.

Nos bastidores do Partido dos Trabalhadores, entretanto, ainda existe uma corrente que defende a candidatura de Marília ao Senado. O presidente nacional da legenda, Edinho Silva, já declarou publicamente que essa continua sendo a preferência da ex-prefeita. Mesmo assim, Lula segue demonstrando otimismo quanto à possibilidade de uma mudança de posição.

A indefinição sobre quem representará o grupo político do presidente na disputa pelo governo mineiro tem provocado desconforto entre lideranças petistas. Integrantes do diretório estadual passaram a pressionar por uma definição mais rápida, alegando que o calendário eleitoral exige organização antecipada para a construção de alianças e estratégias de campanha.

Caso Marília mantenha sua decisão de não concorrer ao governo, outros nomes seguem sendo avaliados. Entre eles está o empresário Josué Gomes da Silva, filiado ao PSB e filho do ex-vice-presidente José Alencar. Com histórico de proximidade com Lula, Josué é visto como uma ponte importante entre o governo federal e o setor produtivo.

Outra alternativa considerada é a do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, do MDB. Segundo aliados do presidente, ele aparece como um dos nomes com maior potencial para encabeçar uma aliança ampla de apoio ao governo federal em Minas Gerais, embora ainda enfrente resistências internas.

Também permanece no radar o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares, ligado ao PSB. Enquanto as negociações continuam, Lula busca consolidar seus palanques estaduais até o fim de julho. Minas Gerais é considerado estratégico por possuir o segundo maior eleitorado do país, fator que torna o estado peça fundamental para os planos eleitorais do presidente.

Foto: Ricardo Stuckert / PR


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