A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva permaneceu praticamente estável em junho, segundo pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda-feira. O levantamento aponta pequenas oscilações nos índices de aprovação e reprovação da administração federal em comparação com os números registrados em março, mantendo um cenário de estabilidade dentro da margem de erro.

De acordo com a pesquisa, 32% dos entrevistados classificam o governo como ótimo ou bom. No levantamento anterior, realizado em março, esse percentual era de 33%. Já os que consideram a gestão ruim ou péssima somam 38%, contra 40% registrados há três meses. A parcela dos entrevistados que avalia o governo como regular apresentou crescimento, passando de 24% para 28%.

O estudo também mediu a aprovação pessoal do presidente Lula. Atualmente, 44% dos entrevistados afirmam aprovar a maneira como ele governa o país, enquanto 50% desaprovam sua atuação. Em março, os índices eram de 43% de aprovação e 51% de desaprovação, indicando poucas mudanças no período.

Os dados mostram ainda que a tendência observada desde março de 2025 permanece inalterada. Até o final de 2024, o número de brasileiros que aprovavam o governo era superior ao dos que desaprovavam. A partir de março deste ano, porém, a desaprovação passou a superar a aprovação.

A pesquisa também investigou a percepção da população sobre o desempenho do governo em relação às expectativas criadas no início do mandato. Para 42% dos entrevistados, a administração está sendo pior do que imaginavam. Outros 32% afirmam que o governo está correspondendo às expectativas iniciais, enquanto 23% consideram que o desempenho está abaixo do esperado.

No campo econômico, a percepção dos brasileiros continua dividida. Apenas 25% avaliam que a situação econômica do país está melhor do que há seis meses. Em contrapartida, 41% acreditam que a economia piorou no período, enquanto 30% consideram que ela permaneceu igual.

Apesar da avaliação mais negativa do cenário atual, parte dos entrevistados demonstra expectativa positiva para os próximos meses. Segundo o levantamento, 36% acreditam que o Brasil estará em situação melhor daqui a seis meses. Outros 32% avaliam que o país estará pior, enquanto 25% projetam estabilidade.

A pesquisa Ipsos-Ipec ouviu 2.000 pessoas em 130 municípios entre os dias 13 e 17 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Foto: Ricardo Stuckert/PR


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