O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa presidencial no primeiro turno com 45,3% das intenções de voto, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (29). O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 42,2%. A diferença entre os dois é de 3,1 pontos percentuais. Em uma simulação de segundo turno, porém, os candidatos estão tecnicamente empatados, separados por apenas um décimo de ponto.
Na pesquisa anterior, divulgada em 23 de setembro, Lula registrava 45,8% e Flávio, 43,4%. Ambos oscilaram para baixo: o presidente perdeu numericamente 0,5 ponto percentual e o senador, 1,2 ponto. Por isso, a vantagem de Lula no primeiro turno passou de 2,4 para 3,1 pontos percentuais. A margem de erro do levantamento é de um ponto percentual, para mais ou para menos.
Renan Santos (Missão) aparece em terceiro lugar, com 5,2%. Augusto Cury (Avante) tem 2%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 1,8%, e Romeu Zema (Novo), com 0,9%. Os demais candidatos, somados, ficam abaixo de cada um dos líderes na pesquisa atual.
Quando são considerados apenas os votos válidos, que excluem brancos e nulos, Lula aparece com 46,2% e Flávio, com 43,1%. Nenhum deles ultrapassa metade dos votos válidos, condição necessária para uma vitória no primeiro turno. O cálculo é uma projeção baseada nas respostas colhidas pela pesquisa, não uma antecipação do resultado das urnas.
Na disputa direta, Flávio marca 47,7%, e Lula, 47,6%. A vantagem numérica do senador é de 0,1 ponto percentual, diferença sem relevância estatística diante da margem de erro. Considerados somente os votos válidos desse cenário, cada candidato soma 50%. O resultado indica uma disputa indefinida na hipótese de confronto entre os dois.
A ordem numérica se inverteu em comparação com a rodada anterior. Na pesquisa divulgada em 23 de setembro, Lula tinha 47,7% no segundo turno, e Flávio, 47,4%. A diferença era então de 0,3 ponto percentual a favor do presidente. As duas rodadas, portanto, registram empate técnico, apesar da mudança na posição nominal dos candidatos.
A sequência recente dos levantamentos mostra como as variações podem ocorrer sem alterar a leitura geral da disputa. Entre as pesquisas divulgadas em 17 e 23 de setembro, Lula havia passado de 44,1% para 45,8% no primeiro turno. Flávio subira de 41,7% para 43,4% no mesmo intervalo. Os dois haviam avançado 1,7 ponto percentual. Na nova rodada, houve recuo numérico de ambos, mais acentuado para o senador.
Nos outros cenários de segundo turno testados pelo instituto, Lula aparece numericamente à frente dos adversários. Essa comparação, contudo, considera confrontos hipotéticos distintos. A sondagem mede preferências declaradas durante o período de coleta e não permite afirmar como os eleitores votarão caso a eleição efetivamente chegue à segunda etapa.
O levantamento também acompanha a avaliação do governo. A desaprovação de Lula interrompeu a sequência recente de queda e subiu um ponto percentual em relação à semana anterior, variação dentro da margem de erro. A aprovação permaneceu próxima de 45%, patamar observado desde o início de setembro. Em 23 de setembro, 53% desaprovavam o presidente e 45,4% aprovavam sua atuação. Na pesquisa divulgada em 17 de setembro, esses índices eram de 53,6% e 45,4%, respectivamente.
A campanha do presidente tem divulgado medidas ligadas à renda das famílias, entre elas o reajuste do Bolsa Família e ações de renegociação de dívidas. Como as entrevistas começaram em 23 de setembro, antes da apresentação integral de alguns anúncios, não é possível associar diretamente a oscilação das respostas a essas iniciativas. Também não se pode atribuir a variação das intenções de voto a uma medida específica sem investigação adicional.
A AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.005 pessoas entre 23 e 28 de setembro, por recrutamento digital aleatório. O nível de confiança informado é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04391/2026. A coleta terminou menos de uma semana antes da votação, prevista para domingo, 4 de outubro.
Foto: Ricardo Stuckert

