Fui surpreendido na manhã de hoje com a decisão do Governador Romeu Zema de desmobilizar a Vice-Governadoria do Estado, com a exoneração de todos os seus servidores.

A meu juízo, trata-se de um ato mesquinho e truculento, incompatível com a lealdade e o respeito que sempre pautou o nosso relacionamento.

O Governador tentou me atingir, mas não conseguiu. Atingiu, de um lado, a vida pessoal de 23 servidores, que nos últimos três anos e meio trabalharam com dignidade e competência, a serviço do governo, apartidariamente. De outro atingiu, mais uma vez, às tradições, os ritos e os valores sublimes da política mineira, num gesto inédito e que nos envergonha.

Este gesto lamentável transgride frontalmente três princípios basilares da democracia:

a) a impessoalidade na gestão pública, da separação rigorosa dos interesses partidários na condução das questões de Estado;

b) a pluralidade das ideias e da aceitação das divergências como algo essencial à vida em sociedade;

c) por fim, a desconsideração de que a Vice-Governadoria é uma Instituição de Estado, e que o Vice-Governador foi eleito pela população de Minas Gerais, diplomado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais e empossado pela Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais.

O que motivou esse gesto? O meu direito como cidadão de participar das próximas eleições, em uma chapa não contrária, mas diversa da chapa do Governador. Estou decepcionado, mas determinado a continuar servindo a Minas Gerais como venho fazendo ao longo de toda minha vida, e defendendo aquilo que considero o melhor para os mineiros. Afinal, como dizia o poeta: “Minas Gerais nunca deixará de ser o altar de homens livres”.


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1 Comentário

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    Vera Lima Bolognini, agosto 12, 2022 06:08 @ 06:08

    Pois é, lealdade e coerência precisam estar no início, no meio e no fim né ?
    Ah, aproveitando a máxima: Minas é o altar das mulheres livres! Por mais delas na política e no poder representativo .

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