O candidato ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PSD), esteve nesta sexta-feira (26/08) em Curvelo, na Região Central do Estado. Ele visitou o Centro Cultural da cidade, falou sobre propostas para o setor cultural e reafirmou sua determinação de recriar a Secretaria de Estado da Cultura, extinta pelo atual governo.

A área da cultura, uma das mais afetadas pela pandemia, sofreu também com a política federal e estadual nos últimos anos. O Ministério da Cultura e a Secretaria de Estado da Cultura foram fundidos com a pasta do Turismo, perdendo autonomia, capacidade de gestão e, sobretudo, orçamento. Na gestão de Romeu Zema, várias das estruturas formais foram extintas e as verbas previstas para o setor foram mínimas.

Nós vamos repetir o que fizemos na Prefeitura de Belo Horizonte, vamos criar uma secretaria independente (de Cultura). Todo mundo que a gente conversa e que tem profundidade no assunto cultural diz que existem três localidades neste país que são muito importantes para a cultura: Pará, Bahia e Minas Gerais. Então, não pode Minas Gerais, sendo um lugar tão rico, não ter uma secretaria exclusiva, com um orçamento decente. Isso não pode”, disse Kalil, em Curvelo.

Como prefeito de Belo Horizonte, Kalil criou a Secretaria Municipal de Cultura e investiu no setor. “Nós fizemos isso quando tomamos conta da capital do Estado e pretendemos replicar isso. Tenho muita pouca promessa para o meu governo. Acho que temos que arrumar o Estado, que está muito desajustado e muito desarrumado, mas se tem uma promessa que vai ser cumprida logo no início é a recriação da Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais”, afirmou.

Durante a gestão do ex-prefeito, políticas de economia e fomento à cultura foram reestruturadas e contaram com significativa ampliação orçamentária, superior à inflação. Em 2021, os recursos destinados à Lei Municipal de Incentivo à Cultura chegaram a R$ 26 milhões (cerca de R$ 12 milhões em editais do Fundo Municipal de Cultura, e R$ 14 milhões em editais do Incentivo Fiscal). O Fundo Municipal de Cultura voltou a contar com editais anuais e o Incentivo Fiscal teve captação superior a 90% dos projetos.

Audiovisual

O audiovisual é um dos setores estratégicos para um novo ciclo criativo e econômico estadual. Com a recriação da Secretaria de Cultua, o setor poderá ser retomado e o seu potencial econômico e social fortalecido em todo Estado, como atualmente já acontece em Belo Horizonte.

Na Prefeitura de BH, Kalil criou o programa BH nas Telas, de desenvolvimento do audiovisual, com editais específicos. Em 2021, foi realizado o edital específico do audiovisual por meio do Fundo Municipal de Cultura, que injetou R$ 1,68 milhão no setor.

Outras ações de Kalil na prefeitura foram as de formação, por meio do Núcleo de Produção Digital e da Escola Livre de Artes – Arena da Cultura. Em 2021, 237 pessoas formaram em 18 atividades.

Foi estruturado a Belo Horizonte Film Commission, que promove um ambiente favorável para a produção na cidade e facilita filmagens, gerando ativos econômicos e projetando a cidade nacional e internacionalmente. Em 2021, o início das atividades da BH Film Comission permitiu a autorização de 102 filmagens no município, apoiando 1.529 profissionais do audiovisual.


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