Alerta emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que 97 cidades de Minas Gerais podem registrar níveis críticos de umidade relativa do ar até as 18h desta quarta-feira (12/10). De acordo com o órgão, nesses locais os índices podem variar de 12% a 20%.

O nível preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é acima de 60%. Abaixo de 30%, a situação fica muito perigosa, com riscos à saúde humana, como ressecamento da pele e desconforto nos olhos, boca e nariz. Especialistas recomendam hidratação intensa.

Há também ameaça para o meio ambiente, já que o clima seco pode causar incêndios florestais.

Desconforto

Segundo a pneumologista da Saúde no Lar, Michelle Andreada, esse tipo de situação pode provocar desconforto quase que instantâneo.

A baixa umidade do ar tem a ver com o quanto de água, na forma de vapor, existe na atmosfera no momento em relação ao total máximo que poderia existir, na temperatura observada. Com o tempo seco, a baixa umidade e o calor intenso, há mais dificuldade de dispersão de gases poluentes o que provoca um aumento do ressecamento das mucosas e o risco de infecções virais e bacterianas, crises de asma, de alergias, desidratação e problemas nos olhos.”

O horário crítico, de acordo com Michelle, é entre 15h e 16h, quando esse nível cai para menos de 30%, e os incômodos se tornam mais evidentes como, por exemplo, a sensação de cabeça pesada, ardor nos olhos, fadiga, ressecamento da pele, sangramento nasal, crises de rinite alérgica, além da boca e garganta secas.

Todos, independentemente da idade e sexo, acabam sofrendo com esses sintomas e devem ficar atentos a alguns cuidados e precauções com o intuito de melhorar a qualidade de vida, principalmente nesses dias. Entre os cuidados a serem tomados, nós devemos evitar exercícios físicos ao ar livre e o sol entre 11 e 15h, usar recipientes com água, vaporizadores ou toalhas molhadas com o intuito de umidificar o ambiente, ficar longe do sol, aplicar soro fisiológico no nariz, usar roupas que facilitem a transpiração, evitar o consumo de comidas pesadas e de difícil digestão, beber muita água e evitar ambientes fechados ou com aglomeração por contribuírem com a transmissão de doenças respiratórias,” afirma a médica.


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