Por Geraldo Elísio (Repórter e crítico de artes)

Saudade às vezes tem um sentido amargo. E digo isto com propriedade. Quando jovem joguei futebol e pratiquei vários outros esportes. Porém nunca consegui, mesmo com a perícia do gol, aparar um saque ou alçar ao campo adversário uma bola de vôlei. Por isso admirava os praticantes deste esporte.

Certa vez. Na hora do almoço, em um hotel elegante, percebi de repente os ocupantes das mesas sorrindo enquanto eu aguardava a vez de me servir junto ao aparador. Tentei descobrir o motivo dos risos discretos olhando para todos os quadrantes do bufê e descobri a razão. Após eu, disciplinadamente enfileiradas às meninas da seleção brasileira de voleibol. Entre elas Isabel, agora saudade.

Sendo eu dos ditos baixinhos só me restou sorrir também.

Isabel diga em frente por um caminho de luz e grato por tudo o que você fez pelo Brasil e a nossa gente.

E neste instante de saudade me vem à lembrança o jornalista, dramaturgo e ator Ricardo Camargos, velho companheiro de poltronas de teatros quando não o via nos palcos, e também radialista, homem de TV e jornalista. Sendo indispensável acrescentar os longos papos em mesas de boteco.

Não faz muito eu e uma amiga muito especial para você falamos muito sobre a sua figura. E dissertamos com um carinho especial. Quis vê-lo, porém ela me aconselhou cheia de razão a não fazer isto. Sei que alguns lugares ficarão com um lugar vazio, mas a minha memória fotográfica ainda terá capacidade de reconstruí-lo, ainda que por tempo curto na memória.

Vele pelo teatro e todos os seus amigos em um degrau abaixo de todos quem você amou. Continuaremos amando a sua memória a quem agora podemos chamar de saudade.