Por Daniela Lima

Os aliados do advogado Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência sob Bolsonaro (PL), rejeitam a tese de que ele tenha participado, ou mesmo tivesse ciência do esquema de venda de joias, ou ainda da recompra de um Rolex.

Ele aparece no relatório da Polícia Federal discutindo formas de repatriar joias que estavam em posse de Bolsonaro, sob pena de o ex-presidente acabar por descumprir inevitável ordem do Tribunal de Contas da União (TCU) de entrega dos bens.

O interlocutor de Wajngarten é o tenente-coronel Mauro Cid, que manifesta apreensão com a possibilidade de revés do TCU. Fábio, então, diz que sempre defendeu que “era muito melhor a gente se antecipar”. Em seguida, ele reclama da entrada de Frederick Wassef no circuito e diz o ex-advogado de Bolsonaro havia “contaminado” o trabalho.

Wassef foi o homem escalado para recomprar o Rolex vendido pelos auxiliares de Bolsonaro. Para investigadores, portanto, Fábio participa de uma discussão sobre este tema, a recompra da peça. Mas pessoas próximas a ele negam.

Segundo esse grupo, Wajngarten tem dito que não tinha conhecimento da venda das joias —e nem, portanto, de sua recompra.

Ele, que hoje integra o time de defesa de Bolsonaro, não foi alvo da operação.


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