Diferentes lideranças do PSDB passaram os últimos dias tentando convencer Eduardo Leite a permanecer no partido com vários argumentos. Um setor, liderado por adversários de João Doria, vendem a Leite que, se ele ficar no PSDB, ele pode ser o candidato à Presidência da República em um desenho em que Doria renunciaria à candidatura ao Palácio do Planalto.
Já João Doria, em diferentes conversas com aliados, nega qualquer pretensão em abrir mão da candidatura por Leite. Repete que, no meio do ano, pode abrir mão da candidatura, mas por um outro nome da terceira via – como Simone Tebet ou Sergio Moro – se algum desses estiver melhor posicionado nas pesquisas.
Mas Doria, assim como seus adversários no partido, defendem a permanência de Leite no PSDB- mesmo que por argumentos diferentes.
O PSD de Gilberto Kassab usa exatamente esse jogo de interesses do PSDB entorno de Leite para convencê-lo a migrar: integrantes do PSD dizem a Leite que, se ele ficar no PSDB, deve ficar para seguir no governo do Rio Grande do Sul – e não abrir mão do controle do Estado à espera de uma candidatura à Presidência República do partido, hoje com Doria.
Kassab, em todas as conversas com Leite, assegura que no PSD ele será candidato à Presidência da República. Leite, no entanto, ainda não tomou uma decisão. Repete a quem lhe pergunta que as movimentações do PSDB o sensibilizam – mas que pretende tomar uma posição até o fim desta semana.

