Por Mauro Ferreira

ANÁLISE – A vida tem dessas coisas… Parece que o tempo começou a fazer justiça a Ritchie, bom compositor e cantor que fez grande sucesso na década de 1980 e depois pareceu ter saído dos holofotes, ainda que tenha apresentado alguns discos desde então.

A notícia de que o artista lançará álbum em março – mês em que festejará 72 anos de vida – chega no embalo do sucesso do show A vida tem dessas coisas (2023), estreado em agosto no Rio de Janeiro (RJ).

Tendo como gancho os 40 anos da música Menino veneno (Ritchie e Bernardo Vilhena, 1983), hit blockbuster que tornou o então desconhecido cantor e compositor britânico um astro do pop brasileiro, Ritchie saiu em bem-sucedida turnê pelo Brasil no segundo semestre de 2023.

Sob direção de Jorge Espírito Santo, o artista soube aproveitar a onda de nostalgia erguida no aquecido mercado de shows e magnetizou o público com show hi-tech, escorado nos efeitos visuais da direção de arte – confiada a Alexandre Arrabal e Kiko Dias – e na performance vigorosa do próprio Ritchie, ainda em boa forma vocal.

O empresário Steve Altit soube vender o show e o bom momento do cantor. O contrato assinado com a gravadora Biscoito Fino – para lançar disco previsto inicialmente para 15 de março – é movimento promissor que pode prolongar a boa fase do artista.

O álbum terá músicas inéditas, mas também trará regravações, para conectar o público dos anos 2020 com o Ritchie dos anos 1980, época de sucessos sintonizados com o tecnopop vigente naquela década de sintetizadores e de som new romantic.

Tomara que o disco dê certo, pois Richard David Court é artista que sempre pairou acima da média do pop nacional.


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