De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), atualizado em 02 de janeiro deste ano, Minas Gerais registrou, em 2023, 408.595 casos prováveis de dengue e 315.618 casos confirmados para a doença. O período intenso de chuvas e a falta de saneamento básico favorecem a formação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, como alerta a coordenadora de Biomedicina da Estácio BH, Alexandra Gazzoni, PhD em Microbiologia e Bacteriologia.

“Os ovos depositados pelas fêmeas do mosquito Aedes aegypti podem resistir fora da água por até mais de 400 dias. É imprescindível não acumular água parada, lavar pratos de plantas, descartar corretamente objetos que acumulam água, como pneus, manter calhas e quintais limpos e a caixa d’água fechada”, orienta.

Os primeiros sintomas da dengue – febre, mal-estar, dor muscular, dor de cabeça, manchas vermelhas pelo corpo – são semelhantes aos da febre Chikungunya e do vírus Zika. “A dengue é caracterizada por febre acima de 38°C, dor de cabeça, fraqueza, dor muscular e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e, em alguns casos, diarreia. Os quadros graves podem causar hemorragia e levar a óbito”, informa a biomédica.

“Na Chikungunya, o paciente tem febre acima de 38,5°C, dor muscular e nas articulações – que pode ser tornar crônica –, manchas vermelhas na pele, dor de cabeça, fraqueza. Na infecção por Zika, os sinais mais presentes são temperatura abaixo de 38,5°C, ou ausência de febre, conjuntivite, dor muscular e nas articulações, dor de cabeça, fraqueza, manchas vermelhas e coceira pelo corpo e aumento dos linfonodos. A Zika pode acarretar complicações neurológicas (síndrome de Guillain Barré) e anormalidades em fetos e recém-nascidos, como a microcefalia”, acrescenta Alexandra Gazzoni.

A biomédica explica que o tratamento das arboviroses consiste em hidratação e medicamentos para alívio dos sintomas, prescritos somente pelo médico, e para quadros graves poderá ser necessária a hospitalização. A boa notícia é que a vacina contra os quatro sorotipos da dengue, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estará disponível, no mês que vem, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


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