O Ministério do Trabalho e Emprego iniciou o pagamento do terceiro grupo de trabalhadores com direito ao abono salarial, contemplando aqueles nascidos nos meses de março e abril. Ao todo, mais de 4,2 milhões de pessoas serão beneficiadas nesta etapa, com um volume de recursos que ultrapassa R$ 5,4 bilhões.
Desse total, a maior parte corresponde a trabalhadores da iniciativa privada vinculados ao Programa de Integração Social, cujo pagamento é realizado pela Caixa Econômica Federal. Já os servidores públicos, vinculados ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, recebem por meio do Banco do Brasil. A divisão reflete os diferentes regimes de contratação, mas segue critérios semelhantes para a concessão do benefício.
O valor do abono varia conforme o tempo de trabalho no ano-base de 2024, podendo ir de R$ 136 a R$ 1.621. Quem trabalhou durante todo o ano recebe o valor máximo, enquanto aqueles com períodos menores têm direito a quantias proporcionais. O calendário de pagamentos começou em fevereiro e seguirá até o final de dezembro de 2026, permitindo que os beneficiários tenham prazo suficiente para sacar os valores.
Para ter direito ao abono salarial, o trabalhador precisa cumprir algumas exigências. Entre elas, estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos e ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766 no período considerado. Também é necessário ter exercido atividade remunerada por pelo menos 30 dias no ano-base e ter os dados corretamente informados pelo empregador.
A forma de pagamento varia conforme a instituição responsável. No caso da Caixa, o crédito é feito prioritariamente em conta corrente, poupança ou conta digital, incluindo a poupança social aberta automaticamente. Para quem não possui conta, o saque pode ser realizado em agências, lotéricas e outros canais de atendimento.
Já no Banco do Brasil, os pagamentos são realizados por depósito em conta, transferência eletrônica ou sistemas digitais como Pix. Trabalhadores sem vínculo bancário podem retirar o benefício diretamente nas agências.
O ministério orienta que os trabalhadores acompanhem as informações por canais oficiais para garantir o acesso ao benefício dentro do prazo estabelecido.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

