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Diante do impasse e até da rejeição de aliados que chegaram a apoiar o nome do ex-governador de São Paulo à presidência da República, o deputado federal Aécio Neves (PSDB), falou ao Café com Política da Rádio Super 91,7 FM nesta quarta-feira (18) sobre a situação de João Doria no partido.

Para Aécio, o partido chegou a esse ponto por erros cometidos desde antes das prévias realizadas no ano passado, além do presidente Bruno Araújo ter priorizado o projeto regional paulista, com o atual governador Rodrigo Garcia à frente, em detrimento do plano nacional.

“Não é nenhuma questão pessoal, mas não vejo em Doria as condições mínimas de liderar a terceira via por conta da rejeição”, disse. O ex-governador vai se reunir com a cúpula do partido, que ainda deve apresentar a pesquisa realizada para verificar qual o melhor nome para conduzir a terceira via no processo — Simone Tebet (MDB) ou João Doria. O deputado ainda tem a expectativa que o próprio Doria retire seu nome do pleito.

“Os próprios aliados de Doria, que nos derrotaram nas prévias, é que querem tirar a candidatura do Doria para atender o governador de São Paulo. Eu disse que isso tem que ser feito frente a frente com ele, vários candidatos a governo de estado afirmaram também que o Doria inviabiliza o cenário local. Quem sabe o Doria possa ter o gesto de grandeza e abrir caminho para uma nova candidatura unificar o que restou da terceira via”, declarou.

Aécio disse que assistiu durante as prévias do partido atitudes que nunca foram comuns dentro do PSDB, como a cooptação de votos. “Mas isso não foi suficiente (aprovar a candidatura do Doria), porque quando conseguiram tirar o João Doria da função de governador, descobrem que mesmo assim contaminaria a candidatura do Rodrigo Garcia.

Desde o início apostei em Eduardo Leite, tinha convicção pelas pesquisas e conversas que ele apoiaria uma grande terceira via que o Brasil espera”, acrescentou.

João Doria chegou a exigir que a conversa fosse realizada com cinco nomes do partido indicados por ele e outros cinco ligados ao presidente Bruno Araújo. “Eu não diria que o Doria fugiu, mas se assustou com a iniciativa de convidá-lo.

O partido tem que resolver os problemas conversando e não com esse subterfúgio de uma pesquisa que mostraria que ele é inviável, coisa que já sabemos há tempos. E também estamos ao lado de uma candidatura [da Simone Tebet, do MDB] que sequer sabemos se será homologada”, frisou.

Aécio diz que candidatura de Leite “esfriou”.Apesar de ter sempre defendido a candidatura do então governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o deputado considera que o nome do político no pleito já está “um pouco vencido”. Segundo Aécio, Leite retomou as articulações para o estado de origem e isso pode dificultar que seu nome seja apresentado novamente.

“Não vou falar nomes, mas o PSDB tem figuras que podem conduzir a nossa bandeira, dizer algo novo e diferente […] Vou lutar para ter uma nova candidatura e o Doria tenha o gesto de grandeza, que muitos não acreditam, dele próprio construir uma saída”.


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