O prefeito de Maceió solicitou uma reunião de emergência com o governador de Alagoas após o rompimento da mina 18 da Braskem no bairro do Mutange, na capital alagoana.

O encontro, porém, foi marcado para segunda-feira (11), enquanto técnicos discutem ainda hoje a situação do local.

O encontro foi pedido para este domingo (10) pela prefeitura, mas o governo do Estado enviou técnicos para o gabinete de crise de Maceió. Segundo o governador Paulo Dantas (MDB), o secretário de Estado do Gabinete Civil e o coordenador da Defesa Civil Estadual irão participar de encontros técnicos para avaliar a situação da mina.

A reunião entre o prefeito JHC (PL) e Paulo Dantas (MDB) ficou marcada para amanhã, às 8h —mas ainda depende da confirmação da Prefeitura. Este será o primeiro encontro entre os dois desde o início da crise da Braskem no último mês.

Também participarão do encontro representantes de todos os nove municípios da Região Metropolitana de Maceió e o governo federal, informou Paulo Dantas em um vídeo.

O governo afirmou também querer discutir “todos os impactos ambientais deste colapso e a forma de responsabilização da mineradora” na reunião de amanhã.

“Quero também reafirmar o convite ao prefeito de Maceió, já feito desde sexta-feira, para uma reunião conjunta entre Governo de Alagoas, governo federal e as nove prefeituras afetadas pelo Crime da Braskem na manhã desta segunda-feira, no Palácio República dos Palmares, onde a gente irá definir medidas para somar esforços, no sentido de construir uma ação conjunta, visando o enfrentamento dos impactos causados pela Braskem, especialmente contra os moradores das áreas sob risco, e os pequenos comerciantes que foram expulsos de suas localidades”, afirmou nota do governo de Alagoas.

“A Prefeitura de Maceió informa que, diante do rompimento da mina 18, anunciado no início da tarde, o prefeito de Maceio, JHC, solicitou reunião urgente com o governador de Alagoas, Paulo Dantas, a ser realizada ainda neste domingo (10), a fim de tratar dos desdobramentos do episódio e em busca de soluções que contem com a participação do governo estadual”, disse nota da Prefeitura que pediu pela reunião

Mina da Braskem teve rompimento parcial

O rompimento ocorreu às 13h15 deste domingo e foi percebido em um trecho da lagoa Mundaú, segundo imagens divulgadas pelas autoridades. Com o rompimento, a água da lagoa está entrando na mina.

Outro movimento foi identificado às 13h45 após sensores apontarem tremores no solo, informou a Braskem. A empresa nomeou o ocorrido como “movimento atípico de água na lagoa Mundaú” e disse acompanhar a situação.

Não há risco para as pessoas devido ao isolamento do local, afirmou a Defesa Civil de Maceió.

Após o rompimento, o prefeito de Maceió sobrevoou a região e afirmou que o rompimento ocupava uma região com 60 metros de diâmetro.

Já o coordenador da Defesa Civil de Alagoas disse que a tendência é de acomodação da mina. O coronel Moisés Melo afirmou que “a mina chegou à superfície em uma proporção 100 vezes menor do que o anunciado originalmente”.

O solo na área da mina afundou 12,5 cm nas últimas 24h; no total, queda é de 2,35 metros.

“No momento, técnicos da Defesa Civil estão monitorando o local em busca de mais informações. A Defesa Civil ressalta que a mina e todo o seu entorno estão desocupados e não há qualquer risco para as pessoas”, afirmou nota da Defesa Civil de Maceió.

Às 13h15 deste domingo, câmeras que monitoram o entorno da cavidade 18 registraram movimento atípico de água na lagoa Mundaú, no trecho sobre esta cavidade. Toda a área, que vem sendo monitorada nos últimos dias, já estava isolada.

“Movimento semelhante ocorreu por volta das 13h45. O sistema de monitoramento de solo captou a movimentação por meio de DGPS instalados na região. As autoridades foram imediatamente comunicadas, e a Braskem segue colaborando com elas”, disse nota da Braskem.


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