O presidente em exercício da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, participou nesta sexta-feira, 28 de março, da cerimônia de inauguração da expansão da fábrica da Fresenius Medical Care, em Jaguariúna (SP). A empresa é referência mundial na produção de equipamentos e insumos para pacientes com doença renal crônica e hemodiálise.
Durante o evento, Alckmin destacou a importância estratégica da indústria da saúde e seu potencial de crescimento. “Essa será a indústria que mais vai crescer no mundo, porque estamos vivendo mais. E, com o envelhecimento da população, a demanda por tecnologia e ciência será cada vez maior”, afirmou.
Ele também defendeu a ampliação da produção nacional de medicamentos e produtos de saúde, mencionando a Nova Indústria Brasil (NIB), plano lançado em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A missão número dois da NIB é o Complexo Industrial da Saúde. Esse é o segundo maior déficit da balança comercial brasileira, perdendo apenas para tecnologia da informação”, disse Alckmin.
A meta do governo é elevar a produção nacional de insumos de saúde dos atuais 45% para 50% em 2025 e 70% até 2033. Segundo Alckmin, fortalecer esse setor é essencial para garantir soberania e reduzir a dependência de importações.
A expansão da unidade da Fresenius irá aumentar a produção do concentrado em pó de bicarbonato de sódio, utilizado na hemodiálise. Esse produto deve beneficiar cerca de 154 mil pacientes no Brasil e em países da América Latina. De acordo com a empresa, a nova tecnologia é mais segura e sustentável, substituindo os galões de concentrado líquido por uma solução em pó que é dissolvida diretamente nas máquinas, reduzindo riscos de contaminação e custos logísticos.
Na cerimônia, Alckmin enfatizou o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) e a importância de oferecer qualidade e excelência aos pacientes. “O Brasil tem essa dádiva que é o SUS. Oitenta por cento das pessoas que fazem hemodiálise no país são atendidas por ele”, observou.
Alexandre Franco, presidente da Fresenius Medical Care Brasil, afirmou que a ampliação transforma o país em um dos poucos no mundo com acesso a essa tecnologia de ponta. “Esse investimento torna o Brasil autossuficiente na produção do *bibag®*, nosso concentrado de bicarbonato em pó, e reforça nossa posição como polo estratégico de exportação”, destacou.
A unidade de Jaguariúna é a primeira da empresa fora do eixo Estados Unidos-Europa a contar com equipamentos de última geração. No Brasil, a Fresenius emprega cerca de três mil pessoas e possui um complexo industrial com oito fábricas integradas.
A nova tecnologia representa um avanço no tratamento de hemodiálise, que filtra o sangue de pacientes com insuficiência renal. Além de eficiência clínica, ela proporciona vantagens logísticas e ambientais, ao reduzir o uso de plástico e a necessidade de armazenamento.
Foto: Júlio César Silva/MDIC

