O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o início do cumprimento da pena do tenente-coronel Mauro Cid na ação penal da trama golpista. Com a decisão, Cid poderá retirar a tornozeleira eletrônica, medida que simboliza uma nova fase de seu processo judicial. Apesar disso, ele continuará sujeito a outras restrições, incluindo a proibição de deixar o território nacional.
Condenado a dois anos de prisão em regime aberto, Cid teve a pena definida dentro do acordo de delação premiada firmado com as autoridades. Ele foi o único dos oito réus a não recorrer da condenação, o que levou o STF a encerrar o processo em relação a ele. Moraes determinou que o militar participe de uma audiência na próxima segunda-feira, após a qual o dispositivo eletrônico será retirado. A Polícia Federal deverá garantir a segurança de Cid e de seus familiares, considerando a sensibilidade das informações reveladas em sua colaboração.
Entre as restrições mantidas estão o recolhimento domiciliar noturno, o comparecimento semanal à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, além da proibição de portar armas, usar redes sociais e deixar o país. Já os outros sete réus, incluindo Jair Bolsonaro, recorreram da condenação.
Foto: Ton Molina/STF

