O senador Omar Aziz (PSD-AM) entregou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quinta-feira, seu relatório favorável à recondução de Paulo Gonet como Procurador-Geral da República (PGR). O senador justificou seu parecer destacando a experiência e a competência técnica de Gonet para permanecer à frente do Ministério Público da União (MPU).

“A atuação apartidária e técnica do senhor Paulo Gonet é, aliás, evidenciada pela própria pacificação interna do Ministério Público. Desde sua posse como PGR, já não se verificam divergências ou dissensões radicais com relação à gestão que se iniciou e aos trabalhos realizados”, diz o texto do relatório, reforçando o consenso obtido pelo procurador.

Indicado antecipadamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para mais um mandato de dois anos, o chefe do Ministério Público precisará do voto favorável da maioria absoluta dos senadores — 41 votos — no plenário para poder continuar no cargo. Em dezembro de 2023, quando teve seu nome aprovado pela primeira vez, Gonet recebeu um placar robusto de 65 votos a favor e apenas 11 contrários, indicando amplo apoio, inclusive entre senadores da oposição ao governo Lula.

Recentemente, no entanto, o cenário político se acirrou. Quando o Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou maioria para condenar Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) citou Gonet e sugeriu que ele poderia enfrentar dificuldades em sua recondução. “Parabéns, Gonet. O seu troféu está aí, você foi indicado para recondução. Agora vai ter que esperar mais um pouquinho para poder ser aprovado no Senado Federal”, ironizou o filho mais velho do ex-presidente, que é membro suplente da CCJ. Flávio Bolsonaro chegou a dizer: “Eu tenho vergonha. Eu imagino que seus alunos tenham vergonha de ter tido você como professor”.

Foto: Rosinei Coutinho/STF


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