Aliados do senador Flávio Bolsonaro comemoraram nas redes sociais a visita do parlamentar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto integrantes da esquerda fizeram críticas e ironizaram o encontro realizado nesta terça-feira no Salão Oval da Casa Branca.
A reunião foi divulgada pelo próprio Flávio Bolsonaro, que afirmou ter solicitado ao governo norte-americano que facções criminosas brasileiras sejam classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que participou do encontro ao lado do irmão, republicou a imagem nas redes sociais e rebateu críticas feitas anteriormente por adversários políticos que questionavam a realização da reunião por ela não constar oficialmente na agenda pública de Trump.
“Aconteceu e foi muito bom”, escreveu Eduardo em publicação na plataforma X.
O jornalista e comentarista político Paulo Figueiredo, aliado do grupo bolsonarista e também presente no encontro, afirmou em postagem que o grupo pretende “fazer todo o hemisfério grande”, em referência ao slogan político de Donald Trump, “Make America Great Again”.
O senador Sergio Moro também repercutiu a reunião nas redes sociais. Ao compartilhar a fotografia do encontro, publicou a legenda “força e prestígio”.
Já o deputado federal Nikolas Ferreira classificou a reunião como “importante aproximação”. Segundo ele, espera que as facções criminosas brasileiras passem a ser tratadas como grupos terroristas e defendeu ampliação de investimentos tecnológicos, acordos comerciais e valorização do agronegócio brasileiro.
O vereador de Balneário Camboriú Jair Renan Bolsonaro afirmou que o encontro ocorreu apesar das críticas da oposição. Em publicação nas redes sociais, declarou que seus irmãos “levaram a verdade do Brasil” ao presidente norte-americano.
O advogado e aliado político de Jair Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, também elogiou Eduardo Bolsonaro e afirmou que o encontro representaria “o maior presente” ao ex-presidente brasileiro.
Entre parlamentares da esquerda, a visita foi alvo de críticas e ironias. O deputado federal Chico Alencar afirmou que os “bolsonáricos” conseguiram posar ao lado de Trump e ironizou possíveis pedidos feitos durante a reunião.
Já o deputado federal Lindbergh Farias publicou montagem da fotografia e classificou Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo como “os três patetas com Trump”.
O deputado federal Rogério Correia também ironizou o episódio ao compartilhar imagem editada em que Flávio Bolsonaro aparecia como garçom servindo o presidente norte-americano.
Na legenda, Rogério Correia questionou se Eduardo Bolsonaro teria “fritado hambúrguer” durante o encontro ou se o grupo teria apenas tentado “entregar o Brasil de bandeja”.
O ex-deputado federal Marcelo Freixo também criticou a reunião e afirmou que Trump “não se deu ao trabalho nem de ficar em pé” durante o registro fotográfico.
A deputada federal Natália Bonavides comparou o momento a um meme antigo envolvendo a cantora Avril Lavigne, no qual fãs aparecem distantes da artista em uma fotografia.
Foto: Reprodução

