A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou nesta semana o registro de dois novos medicamentos destinados ao tratamento de doenças inflamatórias, autoimunes e respiratórias crônicas. As aprovações envolvem remédios indicados para psoríase, artrite psoriásica, doença de Crohn, colite ulcerativa, asma grave e rinossinusite crônica com pólipos nasais.
O primeiro medicamento liberado foi o Yesintek, composto pela substância ustequinumabe. O produto é apresentado em solução injetável pronta para administração subcutânea ou intravenosa. Segundo a Anvisa, o medicamento foi avaliado por meio de comparabilidade em relação ao Stelara, já registrado anteriormente no país.
A agência informou que o Yesintek é considerado biossimilar, demonstrando equivalência em qualidade, segurança e eficácia ao medicamento de referência. O tratamento é indicado para adultos e crianças acima de 6 anos diagnosticados com psoríase em placa moderada ou grave, especialmente nos casos em que terapias convencionais não apresentaram resultados satisfatórios.
Entre os tratamentos convencionais mencionados pela agência estão o uso de ciclosporina, metotrexato e sessões de fototerapia. O medicamento também poderá ser utilizado por pacientes adultos com artrite psoriásica ativa, isoladamente ou combinado ao metotrexato, quando houver resposta inadequada aos tratamentos antirreumáticos tradicionais.
No caso da doença de Crohn e da colite ulcerativa, o remédio será indicado para pacientes adultos com quadros moderados ou graves que não responderam adequadamente a terapias convencionais ou medicamentos anti-TNF-alfa.
Além disso, a Anvisa autorizou o registro do medicamento Densurko, composto por depemoquimabe. O produto é destinado ao tratamento complementar da asma grave e da rinossinusite crônica com pólipos nasais. A medicação será disponibilizada em solução injetável de 100 mg/mL, aplicada por meio de seringa preenchida ou caneta aplicadora.
Segundo a agência reguladora, o tratamento é recomendado para pacientes acima de 12 anos com inflamação do tipo 2, caracterizada pelo aumento de eosinófilos no sangue. Estudos clínicos apontaram redução significativa nas crises respiratórias em comparação ao placebo associado ao tratamento convencional.
No caso da rinossinusite crônica com pólipos nasais, o medicamento será indicado apenas para adultos que não obtiveram controle adequado da doença com corticosteroides ou cirurgia.
Nos dois tratamentos aprovados pela Anvisa, a aplicação recomendada será de uma dose a cada seis meses.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

