O apoio de Romeu Zema, governador de Minas Gerais, ao deputado estadual Bruno Engler (PL) no segundo turno das eleições em Belo Horizonte gerou atritos com o PSD, partido do prefeito Fuad Noman. O PSD, que é o maior partido da base de Zema na Assembleia Legislativa, tem dez deputados e se considera a bancada mais fiel ao governo, especialmente nas votações complexas.
O incômodo foi expressado por Cássio Soares, presidente estadual do PSD, que declarou em entrevista ao GLOBO que, embora já esperassem a decisão, a situação deixou o partido desconfortável. Soares afirmou que, mesmo sendo “a bancada mais leal”, o PSD não planeja represálias no Legislativo. Ele reiterou que o partido venceu o candidato de Zema no primeiro turno e continuará trabalhando para garantir a vitória de Fuad Noman no segundo turno.
Zema havia hesitado em declarar seu apoio a Engler devido ao temor de reações negativas na Assembleia, mas acabou fazendo sua escolha oficial em Sete Lagoas, indicando um afastamento do PSD. Durante o primeiro turno, Zema apoiou Mauro Tramonte (Republicanos) e indicou Luísa Barreto (Novo) como vice na chapa, o que já havia causado desconforto com os aliados do PSD.
Apesar das tensões, Soares destacou que o partido não subestima a força política do governador, mas acredita na força de sua própria base para vencer a disputa, mesmo com o apoio de Zema a um adversário direto.

