O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, deve acordar com o Partido dos Trabalhadores, de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), articulações para indicar o futuro líder do governo no Senado, em troca do apoio à recondução de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o PL faria o seu sucessor daqui a dois anos.

Lula e Valdemar devem se reunir em Brasília na próxima semana, quando o petista voltar de viagem da Bahia em descanso após a campanha. Uma aproximação entre os dois poderia constranger o ainda presidente Jair Bolsonaro (PL) e fazê-lo ser abandonado pela legenda.

Outro efeito é a implosão da possível aliança que vinha sendo costurada por Zema com o PL em Minas Gerais buscando maioria no legislativo estadual, onde o PL elegeu 9 deputados.

A sigla conquistou a eleição de 99 deputados federais e mais oito senadores – ampliando para 14 a bancada do PL no Senado -, além de 3 governadores. Na próxima terça-feira (8), Costa Neto dará a coletiva de imprensa após a derrota de Bolsonaro.

Ainda de acordo com a apuração, um acordo com o PL é considerado fundamental por caçiques do PT para enfraquecer o atual presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas), que pensava em costurar uma federação de partidos para fazer frente ao próximo governo.

Na nova dinâmica, o próprio Lira terá de ceder a Lula caso queira apoio para a reeleição no comando da Câmara.

O União Brasil, de Luciano Bivar, também sinaliza estar ao lado do governo Lula no Congresso, implodindo de vez uma possível frente de oposição de agenda liberal.


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