Um bombardeio israelense atingiu, nesta segunda-feira (8), um acampamento improvisado nos arredores do Hospital Nasser, em Khan Younis, ao sul da Faixa de Gaza, matando dez pessoas. Entre os mortos está o jornalista palestino Helmi al-Faqawi, da emissora Palestine Today. O ataque ocorreu por volta das 2h da madrugada, horário local (21h de domingo em Brasília), e deixou ainda diversos feridos.
Imagens gravadas no local mostram populares tentando apagar o fogo nas barracas e socorrendo vítimas para dentro do hospital, uma das últimas unidades de saúde ainda em funcionamento após 18 meses de guerra. A barraca onde estavam os profissionais de imprensa foi destruída.
As Forças Armadas de Israel e o serviço de inteligência Shin Bet afirmaram que o alvo do ataque era o fotógrafo Hassan Aslih, acusado de integrar o Hamas e de ter participado do ataque de 7 de outubro de 2023, ao divulgar imagens nas redes sociais. Aslih sobreviveu, com ferimentos na cabeça, e está hospitalizado em condição estável, segundo fontes palestinas.
Al-Faqawi foi enterrado horas após o ataque, com um colete de imprensa colocado sobre seu corpo, em homenagem prestada por familiares e colegas. “Seguiremos transmitindo a verdade ao mundo. Esse é o nosso dever humanitário”, declarou o jornalista Abd Shaat à agência Reuters.
O Ministério das Relações Exteriores da Autoridade Palestina classificou o ataque como “execução extrajudicial”. O Escritório de Imprensa do governo de Gaza, controlado pelo Hamas, afirma que 210 jornalistas foram mortos desde o início do conflito. Israel reconheceu algumas dessas mortes e alegou que determinados repórteres estariam colaborando com organizações consideradas terroristas, o que os tornaria alvos legítimos, segundo suas declarações.
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