Em declaração conjunta nesta segunda-feira (7), em reunião no Cairo, os líderes da França, Egito e Jordânia afirmaram que a Faixa de Gaza deve ser governada exclusivamente por uma Autoridade Palestina fortalecida após o fim do atual conflito. Os chefes de Estado também rejeitaram qualquer deslocamento forçado da população palestina e descartaram um papel futuro do Hamas na administração do território.
Participaram do encontro o presidente francês Emmanuel Macron, o presidente egípcio Abdel Fatah al-Sisi e o rei da Jordânia Abdullah II. Eles reforçaram o apelo por um cessar-fogo imediato em Gaza e defenderam a retomada da ajuda humanitária para os 2,4 milhões de habitantes da região, muitos dos quais estão deslocados desde o início da guerra em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas lançou ataques contra Israel.
Segundo o comunicado conjunto, a governança, a ordem e a segurança em Gaza — e em todos os Territórios Palestinos — devem ser responsabilidade exclusiva de uma Autoridade Palestina apoiada por países da região e pela comunidade internacional. A proposta visa enfraquecer o controle do Hamas, que governa Gaza desde 2007.
Macron, Sisi e Abdullah II também repudiaram qualquer tentativa de anexação de território palestino e reiteraram que o deslocamento da população de Gaza violaria o direito internacional, além de representar uma grave ameaça à estabilidade regional, incluindo a segurança de Israel.
Durante sua visita ao Egito, Macron realizou uma videoconferência com o ex-presidente americano Donald Trump, os líderes egípcio e jordaniano, e tratou da proposta americana de transformar Gaza na chamada “Riviera do Oriente Médio”. A ideia previa a realocação da população palestina para Egito e Jordânia, hipótese rejeitada por ambos os países árabes.
O presidente francês reforçou o apoio ao plano árabe liderado pelo Egito para a reconstrução de Gaza, que exclui a retirada de seus habitantes e busca soluções diplomáticas e humanitárias para o pós-guerra.
Foto: Ludovic Marin

