A manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em São Paulo, no último domingo, reuniu cerca de 12,4 mil pessoas no horário de maior concentração, por volta das 15h40. A estimativa foi realizada pelo grupo de pesquisa “Monitor do debate político”, vinculado ao Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), sob coordenação de Pablo Ortellado e Márcio Moretto, da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a ONG More in Common. A margem de erro é de aproximadamente 1,5 mil pessoas para mais ou para menos.

Esse público representa cerca de um terço do registrado no ato de 6 de abril, que reuniu 44,9 mil pessoas no mesmo local, quando Bolsonaro havia se tornado réu no Supremo Tribunal Federal (STF) e pressionava pela aprovação do PL da Anistia no Congresso. O maior público em manifestações bolsonaristas, segundo o grupo da USP, foi em 24 de fevereiro de 2023, quando aproximadamente 185 mil pessoas compareceram a um protesto contra as investigações da Polícia Federal.

Antes de subir ao trio, o senador Flávio Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia minimizaram a redução de participantes. Flávio afirmou que o mais importante era a repercussão nas redes sociais, enquanto Malafaia criticou o presidente Lula, alegando que o petista “não coloca nem metade disso” nas ruas. No palanque, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) agradeceu ao público e atribuiu a queda de adesão ao fim de mês e aos jogos de futebol.

O ato, batizado de “Justiça Já”, foi organizado por lideranças evangélicas, que mobilizaram fiéis por meio de vídeos que convocavam para além das orações. O evento ocorreu enquanto o STF avança na análise da ação por tentativa de golpe. Jair Bolsonaro, recentemente interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes, conclamou seus apoiadores a elegerem a maioria no Congresso em 2026, afirmando que isso poderia “mudar o destino do país”, mesmo sem ele ocupar a Presidência.

A contagem de público foi realizada com uso de drones e ferramentas de inteligência artificial, com metodologia aplicada em manifestações anteriores.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

 


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