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O bitcoin e outras criptomoedas continuaram a cair nesta terça-feira (14), com os investidores resgatando ativos de risco em antecipação a aumentos acentuados nas taxas de juros para combater a inflação.

Os nervos permanecem à flor da pele depois que duas das maiores plataformas de criptomoedas do mundo restringiram a atividade na segunda-feira, à medida que o colapso mais amplo do mercado continuava em ritmo acelerado.

A Celsius Network, que tem 1,7 milhão de clientes, disse que “condições extremas de mercado” a forçaram a interromper temporariamente todos os saques, trocas de criptomoedas e transferências entre contas.

“Estamos tomando essa ação necessária para o benefício de toda a nossa comunidade, a fim de estabilizar a liquidez e as operações enquanto tomamos medidas para preservar e proteger os ativos”, disse a empresa em um post no blog.

A companhia registrada no Reino Unido tem cerca de US$ 3,7 bilhões em ativos, de acordo com seu site. Ele paga juros sobre depósitos de criptomoedas, e os empresta para fazer um retorno.

“A suspensão de saques pela Celsius ontem deu um impulso extra negativo”, observou Jeffrey Halley, analista sênior de mercado da Ásia-Pacífico, em Oanda. “Só posso assumir que o próximo grande nível para o bitcoin será de US$ 20 mil”.

O mercado de criptomoedas sofreu um duro golpe nos últimos meses depois que seu boom pandêmico se transformou em colapso. À medida que os principais bancos centrais do mundo aumentaram as taxas de juros para domar a inflação, os traders correram para abandonar investimentos mais arriscados, incluindo seus ativos cripto.

O bitcoin, criptomoeda mais valiosa do mundo, caia cerca de 4,70% nesta terça-feira, por volta das 13h07, horário de Brasília, cotado a US$ 22,59 mil. O ativo perdeu cerca de 25% de seu valor desde sexta-feira (10) – ficando cerca de 67% abaixo de sua alta histórica em novembro do ano passado, quando foi negociado em torno de US$ 69 mil, segundo dados da Coinbase.

ether – segunda moeda digital mais valiosa – tinha alta de 0,35% no mesmo horário, tendo perdas acumuladas desde sexta-feira para cerca de 28%. Já perdeu cerca de 71% de seu valor desde novembro.

Já a Binance, maior exchange de criptomoedas do mundo, suspendeu saques em sua rede bitcoin por algumas horas na segunda-feira (13). A empresa disse que algumas transações ficaram “travadas” e estavam causando um atraso.

“A equipe da Binance está trabalhando em uma solução de longo prazo para acelerar as transações pendentes na rede bitcoin (BTC) e evitar situações semelhantes no futuro”, afirmou em comunicado.

As chamadas “stablecoins” – criptomoedas vinculadas ao valor de ativos mais tradicionais – também foram atingidas. O tether, uma stablecoin popular, quebrou sua atrelagem ao dólar americano em maio, perfurando a visão de que poderia servir como proteção contra a volatilidade.

terraUSD, uma stablecoin algorítmica mais arriscada que usava um código complexo para atrelar seu valor ao dólar americano, entrou em colapso no mesmo mês, eliminando as economias de milhares de investidores. A moeda foi avaliada em pouco mais de US$ 18 bilhões no início de maio antes de cair, de acordo com dados da CoinMarketCap.

A Celsius Network não disse quando permitiria que os clientes sacassem seus depósitos novamente, apenas que “levaria tempo”. Enquanto isso, os governos estão observando de perto as consequências do crash das criptomoedas e podem se mover para proteger os investidores.

“Existem muitos riscos associados às criptomoedas”, disse a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, ao Senado no mês passado. Ela disse que seu departamento deve divulgar um relatório sobre o assunto.

 

 

 

 


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