O mercado financeiro encerrou mais um pregão de recuperação, com a bolsa de valores registrando alta próxima de 1% e retomando o patamar dos 160 mil pontos. O dólar apresentou leve valorização no dia, mas acumulou queda ao longo da semana, refletindo um cenário misto entre fatores internos e externos.

O índice Ibovespa, principal indicador da B3, fechou o pregão aos 160.766 pontos, com avanço de 0,99%. Após oscilar próximo da estabilidade durante parte da tarde, o índice ganhou força nas horas finais de negociação, chegando a operar perto dos 161 mil pontos. O movimento consolidou a reversão das perdas registradas na semana anterior.

Depois de recuar 4,31% no pregão da sexta-feira da semana passada, a bolsa brasileira conseguiu se recuperar e encerrou a semana com alta acumulada de 2,16%. O desempenho foi impulsionado principalmente por ações de grandes empresas, beneficiadas por ajustes de preço e maior apetite ao risco por parte dos investidores.

No mercado de câmbio, o dia foi marcado por maior cautela. O dólar comercial terminou cotado a R$ 5,411, com alta de R$ 0,006, o equivalente a 0,11%. A moeda chegou a operar em queda durante a manhã, atingindo R$ 5,38, mas mudou de direção ao longo da tarde, acompanhando a instabilidade no cenário internacional.

Apesar de ter alcançado R$ 5,46 no meio da semana, a moeda norte-americana fechou o período com recuo acumulado de 0,39%. Em dezembro, o dólar ainda registra valorização de 1,42%, enquanto, no acumulado de 2025, apresenta queda expressiva de 12,44%.

No ambiente doméstico, o mercado reagiu com mais tranquilidade após a acomodação do noticiário político recente. Também contribuiu para a melhora do humor a suspensão da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e sua esposa, interpretada como sinal de normalização das relações entre Brasil e Estados Unidos.

No exterior, contudo, persistem preocupações com uma possível bolha nas ações de empresas de inteligência artificial, o que pressionou as bolsas norte-americanas e fortaleceu o dólar frente a moedas de países emergentes, incluindo o real.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil


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