Em uma jornada de forte movimentação nos mercados financeiros globais e locais, a bolsa de valores brasileira registrou uma expressiva valorização, impulsionada simultaneamente pelo cenário político e eleitoral no Brasil e pela intensificação das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã. O Ibovespa, principal indicador do mercado acionário da B3, avançou 3,05% no pregão desta quarta-feira, encerrando o dia cotado aos 185.205,09 pontos. O resultado consolidou a 11ª sessão consecutiva de altas, marcando a maior valorização percentual em um único dia desde o mês de março e levando o índice ao seu nível mais elevado registrado desde o início do mês de maio. Durante a sessão, o indicador chegou a atingir a máxima de 186.028,06 pontos, enquanto a mínima registrada ficou em 179.733,57 pontos.

O excelente desempenho das ações brasileiras no pregão foi amplamente sustentado pela retomada expressiva do fluxo do capital estrangeiro destinado ao mercado nacional. Após uma movimentação acentuada de retirada de recursos externos observada durante as semanas iniciais do mês de agosto, os investidores internacionais voltaram a alocar recursos na aquisição de ativos locais ao longo dos últimos dias, fortalecendo a liquidez e o otimismo dos negócios.

Paralelamente ao avanço do mercado de ações, o mercado de câmbio operou em trajetória oposta. O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,91%, cotado a R$ 5,106 no mercado à vista, acumulando o terceiro pregão consecutivo de recuo e atingindo o seu menor valor de fechamento nas últimas três semanas. Embora a divisa norte-americana tenha apresentado uma valorização inicial de 0,33% durante o período da manhã, atingindo o pico de R$ 5,1702, o movimento perdeu força após a divulgação de dados de pesquisa eleitoral local. A partir desse momento, a cotação acelerou a trajetória descendente, registrando a marca mínima de R$ 5,09 ao longo da tarde. Com essa recente sequência de quedas, a moeda americana acumula um recuo de 1,72% nas últimas três sessões e uma desvalorização de 6,97% no acumulado do ano. No âmbito internacional, o índice que mensura o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas globais recuou 0,13%, caindo para 99,548 pontos.

No mercado de commodities, os preços do petróleo fecharam em alta devido aos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e aos riscos gerados ao transporte marítimo no Estreito de Ormuz, ponto crucial para o escoamento global de combustíveis. O contrato do petróleo tipo WTI subiu 0,88%, alcançando US$ 91,01 por barril na Bolsa de Nova York. Já o barril do tipo Brent, referência para as cotações da Petrobras, avançou 1,04%, fechando cotado a US$ 95,63. Além das incertezas no Oriente Médio, a redução inesperada nos estoques dos Estados Unidos e a expectativa quanto à manutenção da produção pela Opep sustentaram os preços da commodity no mercado internacional.

Foto: Paulo Pinto/ Agencia Brasil


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