O senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais líderes do Centrão, acredita que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá ser candidato novamente ao Palácio do Planalto em 2026, mesmo enfrentando uma série de desafios jurídicos. Segundo ele, a inelegibilidade de Bolsonaro, imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será revertida, seja por decisão judicial ou por meio de uma anistia concedida pelo Congresso. “Todo mundo acha que o Bolsonaro vai ser candidato”, afirmou Ciro Nogueira em entrevista à Folha de S.Paulo.
O senador também prevê que, se os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não moderarem suas ações, o impeachment de membros da corte será uma das principais pautas nas eleições de 2026 para o Senado. Segundo ele, o protagonismo excessivo de alguns ministros, em especial no inquérito das fake news, tem gerado descontentamento, e isso pode influenciar diretamente o cenário político daqui a dois anos.
Ciro Nogueira apoia o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados. Ele destacou que Bolsonaro já fez um apelo para que, caso eleito, Motta paute projetos de interesse do ex-presidente, incluindo a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Contudo, o senador negou que haja uma condição explícita para que Motta apoie essa pauta em troca de apoio político.
Sobre a candidatura de Bolsonaro em 2026, Ciro Nogueira demonstrou confiança de que o ex-presidente conseguirá reverter sua situação jurídica. Ele afirmou que a condenação de Bolsonaro à inelegibilidade por uma reunião com embaixadores é incompreensível para o público, e acredita que o TSE será compelido a rever essa decisão.
O senador também comentou sobre o impeachment de ministros do STF. Embora veja pouca viabilidade para que um processo de impeachment avance no Senado atualmente, ele alertou que essa pauta poderá ganhar força em 2026, caso uma maioria bolsonarista seja eleita para o Congresso. “Ninguém vai se eleger senador, fora do Nordeste, sem se manifestar por conta do impeachment”, disse Nogueira, reforçando que essa poderá ser uma questão central na disputa eleitoral.
Ciro finalizou afirmando que ficaria honrado em ser candidato a vice-presidente em uma chapa encabeçada por Bolsonaro ou pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Porém, ressaltou que a decisão de vice-presidência não cabe a ele, mas às conjunturas políticas e à vontade da maioria.
O senador concluiu com um apelo para que o inquérito das fake news, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, seja encerrado, argumentando que sua continuidade prolongada prejudica tanto o STF quanto o país.
Com informações da Folha de São Paulo.

