O ex-presidente Jair Bolsonaro elogiou alterações feitas no sistema de votação venezuelano durante um plebiscito local.

Ele narrou um vídeo no qual o ditador Nicolás Maduro vai até uma urna eletrônica e, após apertar botões, recebe os votos dele impressos em um papel. O ditador ressaltou a presença do voto impresso e comentou que a Venezuela é “diferente de outros países”, lembrou Jair Bolsonaro em transmissão ao vivo.

A atitude de Maduro mostrou o “começo de uma demonstração de eleições justas” na Venezuela, disse Bolsonaro. O presidente lembrou, porém, que a principal opositora de Maduro tornou-se inelegível, excluindo, assim, a existência de oposição na Venezuela.

Logicamente, para nós, falta a contagem pública dos votos. Mas vamos nos ater à questão da Venezuela. Maduro deu sinais de eleições justas, com o voto eletrônico ao lado do voto impresso.
Jair Bolsonaro, em transmissão ao vivo

Na transmissão, Bolsonaro também falou sobre outros assuntos envolvendo o nome dele e da família.

Ele negou ter espionado adversários e defendeu o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin. Ramagem é acusado de suposto esquema de espionagem na agência durante seu mandato, conhecido como “Abin Paralela”. Hoje, Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, é alvo de operação da PF nessa investigação sobre a agência.

O ex-presidente também disse que “apanhou durante cinco anos” por ser apontado como “um possível mandante da morte de Marielle”. Ele se considerou “massacrado” durante a campanha de 2022 por vincularem seu nome ao assassinato da vereadora e classificou o crime como “algo brutal”, que ele “abomina”.


Avatar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *