Por Geraldo Elísio (Repórter)
O mundo assustou com a perspectiva da guerra além-fronteiras da Ucrânia e Rússia. Com a possibilidade do Planalto se rebelar contra a maioria popular e enfrentar a manifestação das urnas. Cientistas políticos despejaram toneladas de seus saberes. Mas ninguém pensou neles! Quem se ofendeu primeiro foi a “Galoucura”.
– Olha! Vocês aí. Aqui é a “Galocura”. E nós vamos passar para assistir o jogo em São Paulo.
Dito com a determinação daqueles que estão acostumados a telefonar e marcar a hora e o local da briga. Morrer se preciso for, desde que o Galo honre o título de “Vingador” e tenha a certeza de que mais um troféu irá parar nas prateleiras da sede do Clube que eles têm a convicção de ser sagrado. Quem infringir a regra é mais pecador.
Os sábios revolucionários sabem do mesmo que eu. Entraram em seus carros e foi demonstrado à PRF como é o tempo gasto para se desfizer uma paralisação de trânsito em uma rodovia, principalmente se for federal e a ação tiver o valor de um título ou colocação na pauta de um campeonato de qualquer natureza.
Sabem eles, quando enfrentam as suas guerras particulares que os adversários agem da mesma forma. Não, ninguém convocou a Gaviões da Fiel, mas o corintiano, em outro estádio, deveria jogar também. E mais um boicote foi pelos ares. Aliás, quando da penúltima ditadura, antes da abertura, a democracia corintiana, com uma coragem espartana, cumpriu o seu papel. Como esquecer Biro Biro, Eduardo Amorim e o doutor Sócrates entre outros?
Nas Diretas-Já a saída coube ao lendário Dario Peito de Aço, responsável pela demissão de Saldanha, esquentando o bumbum no banco dos reservas – uma imposição do general Médici – porém campeão valendo o título também por sua simpatia pessoal para aquele que igualmente, a exemplo dos beija flores também paira no ar como tendo o exemplo dos helicópteros e se preciso, mesmo não sendo a Apolo 11 irá a lua.
Não foi à toa que o poeta maior Drummond de Andrade escreveu um poema para ele. Afinal, no mundo da bola, quem a exemplo dele não se importa com “a problemática” exatamente por dispor “da solucionática”. Exclusividade da qual não dispõem as Forças Armadas mundiais.
Tempos de Sócrates e do doutor. Casagrande, Carlos, Eduardo, Biro Biro sob o comando de Vicente Matheus, cuja filha se casou com o craque Vaguinho. E o Brasil teve eleição cumprida à risca. Porém que ninguém se esqueça, a gênese de tudo, formação das hordas atuais foi no Palmeiras, onde a Mancha Verde veio para dizer a que veio.
E pelo Brasil inteiro se espalhou o germe das organizadas. Qualquer histérico ou histérico, agora, antes de buscar espaço na mídia – sem razão, diga-se de passagem, deverá pensar nelas, principalmente quando se aproxima mais uma Copa do Mundo.
Por isso é dito é válido, o Brasil não é para os iniciantes, principalmente quando o sacrossanto Edir Macedo reconhece que “Jesus perdoou o Lula – não explicou de que culpa” – e dele tenta se aproximar, Quanto a mim posso ficar tranquilo. No máximo posso ser confundido com um “Avacoelhado”, e que com seis telefonemas se resolve o caso.

