O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva age como “embaixador de facções” ao comentar a política de segurança pública do governo federal. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, que será exibida às 22 horas deste domingo.

Caiado participou da entrevista ao lado de outros dois nomes do PSD considerados presidenciáveis: os governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. Durante a conversa, o governador goiano criticou a condução do governo federal no enfrentamento ao crime organizado.

Segundo ele, Lula demonstra omissão diante do crescimento das facções criminosas e da expansão do narcotráfico no país. Caiado afirmou que a falta de medidas mais firmes dificulta o combate ao crime e impede avanços na área da segurança pública.

“O brasileiro hoje está sequestrado pelo narcotráfico”, afirmou o governador ao comentar o cenário da segurança no país.

Adotando um discurso semelhante ao que costuma apresentar em agendas políticas, Caiado comparou a gestão federal com as ações implementadas pelo governo de Goiás no combate à criminalidade.

De acordo com ele, o enfrentamento ao crime exige medidas mais rigorosas, como monitoramento permanente de criminosos e endurecimento das regras do sistema penitenciário. O governador também defendeu o fim do que classificou como privilégios concedidos a detentos.

“Não se governa sem autoridade moral. Não se governa sem que a pessoa tenha condição de chamar o presidente do Supremo, o presidente da Câmara e do Senado e apresentar o quadro que o Brasil está vivendo”, declarou.

Durante a entrevista, Caiado também manifestou apoio à concessão de anistia para os condenados pelos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023.

O governador afirmou que, caso seja eleito presidente da República, pretende conceder perdão imediato aos envolvidos nos episódios registrados em Brasília.

“Acabou esse assunto, vamos trabalhar”, declarou o pré-candidato ao comentar o tema durante a entrevista.

Foto: Isac Nóbrega/PR


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