A coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir nesta sexta-feira (2), em São Paulo, para discutir os próximos passos da candidatura à reeleição e preparar a estratégia para um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O encontro ocorre às vésperas da votação de domingo (4), quando os eleitores escolherão os candidatos que disputarão a Presidência da República.
A reunião deverá abordar a organização da agenda presidencial, a mobilização dos apoiadores e o conteúdo da propaganda eleitoral nas próximas semanas. Integrantes da campanha pretendem avaliar diferentes cenários para definir como será conduzida a comunicação política caso a disputa presidencial avance para uma segunda votação.
Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (1º) apresentou Lula com 42% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 38%. Os números integram as avaliações feitas pelos coordenadores das campanhas, embora o resultado efetivo dependa da votação de domingo.
Outro assunto previsto nas discussões envolve as negociações com partidos de centro, especialmente legendas que decidiram permanecer neutras durante o primeiro turno. Interlocutores do governo consideram importante manter canais de diálogo com essas organizações antes de eventuais definições sobre alianças para a etapa seguinte da eleição.
Nas últimas semanas, Lula participou pessoalmente de conversas com dirigentes partidários. Entre os interlocutores estiveram o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, ambos integrantes da legenda. O presidente também conversou com Renata Abreu, dirigente nacional do Podemos.
Outros contatos envolveram Pedro Lucas Fernandes, líder do União Brasil na Câmara, e Dr. Luizinho, representante do Progressistas. Nessas conversas, Lula solicitou que eventuais decisões sobre posicionamentos no segundo turno fossem precedidas de novas discussões com representantes do governo e da direção nacional do PT.
Segundo integrantes da articulação governista, o desempenho eleitoral nos estados poderá influenciar essas negociações. Dirigentes regionais de partidos atualmente neutros poderão defender posições diferentes das direções nacionais, considerando acordos relacionados às disputas pelos governos estaduais.
A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, tem reunião prevista para terça-feira (6), quando deverá examinar seu posicionamento diante do resultado das urnas. Até essa definição, representantes das legendas evitam anunciar compromissos definitivos.
A campanha também acompanha a possibilidade de votação da proposta de emenda constitucional que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Governistas pretendem conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre o andamento da matéria.
A eventual inclusão da proposta na pauta legislativa integra as discussões políticas relacionadas à campanha, embora sua aprovação dependa dos procedimentos e votos necessários no Congresso Nacional.
O presidente Lula não deverá participar da reunião em São Paulo, pois tem compromissos previstos em Minas Gerais. A coordenação pretende concluir o encontro com encaminhamentos para as atividades posteriores ao primeiro turno, respeitando o resultado da votação
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