O vereador Carlos Bolsonaro esteve na porta do hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado para a realização de uma cirurgia de hérnia. A visita ocorreu pela manhã e teve como objetivo tentar ver o pai, além de manifestar inconformismo com a decisão judicial que restringiu o acesso dos filhos durante a internação. Segundo ele, a defesa pretende apresentar novo recurso ao Supremo Tribunal Federal.
Carlos chegou ao local antes da entrada do comboio que transportou o ex-presidente desde a Superintendência da Polícia Federal. Quando o veículo se aproximou, ele subiu em uma mureta próxima à garagem do hospital, tentando visualizar e acenar para o pai. Emocionado, chorou ao perceber a entrada do carro e, em seguida, deixou o local sem falar com apoiadores.
A restrição às visitas foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, responsável pela execução penal do ex-presidente. A decisão impede que os filhos acompanhem Jair Bolsonaro de forma permanente, permitindo apenas visitas previamente autorizadas, com data e horário definidos. Até o momento, somente Michelle Bolsonaro tem autorização para permanecer continuamente no hospital, além da equipe médica.
A medida foi justificada pelo fato de Bolsonaro estar preso após condenação a 27 anos e três meses de prisão, no âmbito da trama golpista. Carlos criticou publicamente a decisão e afirmou que sua presença no local não viola nenhuma ordem judicial.
“Estou num espaço público, eu vou tentar olhar para ele. É o que me resta fazer”, declarou o vereador. “Isso para mim seria um presente de Natal, olhar para ele, mesmo sem saber se ele vai olhar para mim. Vim aqui para transferir boas energias. Estou num lugar público, não estou descumprindo nenhuma decisão judicial”, acrescentou.
De acordo com Carlos, os advogados da família já protocolaram pedidos para reverter a decisão. “Tem petições dos advogados para sermos visita permanente, mas nós dependemos infelizmente de uma pessoa. Que isso mude, porque isso é importante para a pessoa, para os direitos humanos”, afirmou.
Foto: Brenno Carvalho

