O ministro do Turismo, Celso Sabino, confirmou na tarde desta quarta-feira que deixará o cargo após o partido União Brasil reivindicar a vaga na pasta. Segundo ele, a substituição deverá ser feita por Gustavo Feliciano, indicado pela legenda para assumir o comando do ministério. Sabino afirmou que a decisão está inserida no movimento político do partido em relação à sua posição no governo federal.

“Eu imagino que o partido deva ter as suas razões para ter tomado essa decisão de se afastar do governo e deve ter suas razões também para agora buscar se aproximar do governo”, declarou o ministro ao comentar o reposicionamento do União Brasil. Ele explicou que havia sido expulso da legenda após decidir permanecer no cargo, contrariando a orientação partidária de deixar a pasta.

Em conversa com jornalistas, Sabino afirmou que pretende disputar uma vaga no Senado nas eleições do próximo ano. Para isso, ele disse que retomará seu mandato de deputado federal e iniciará o período de pré-campanha. “A gente já vem conversando com o presidente há alguns dias. E o partido já vem há alguns dias também, nesse diálogo, buscando esse espaço”, afirmou.

De acordo com Sabino, a definição de sua saída foi tomada na terça-feira, durante uma reunião entre lideranças do União Brasil e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Ele ressaltou que o processo ocorreu de forma negociada e sem conflitos públicos, apesar do desgaste político acumulado nos últimos meses.

O agora ex-ministro afirmou que ainda não decidiu por qual partido concorrerá ao Senado, mas garantiu que pretende manter apoio ao governo. Segundo ele, houve uma última conversa positiva com o presidente da República antes da confirmação da saída. “Esse sucesso que o turismo vive hoje é fruto direto das orientações do presidente Lula, da sua participação na nossa pasta aqui e também de todos os ministérios”, disse.

Sabino também explicou que optou por permanecer no cargo até agora para concluir projetos considerados estratégicos, entre eles a preparação para a COP30. “Nós vivíamos ali momentos de muita incerteza, de muita dúvida, de muitos questionamentos. Concluímos a COP com muito sucesso”, afirmou, ao fazer um balanço de sua passagem pelo ministério.

Foto Lula Marques/ Agência Brasil


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