Representantes de centrais sindicais e movimentos sociais se reuniram na noite desta terça-feira (26) com os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência) para discutir a proposta de reforma do Imposto de Renda. Durante o encontro, realizado no Palácio do Planalto, os sindicalistas defenderam a ampliação da faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil mensais e a isenção total do Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros ou Resultados (PLR).

Atualmente, valores de PLR até R$ 7.640 são isentos. Acima disso, incide a tabela progressiva do IR, com alíquotas que variam de 7,5% a 27,5%. A proposta das centrais é que toda a PLR fique isenta, independentemente do valor recebido.

No encontro, Haddad detalhou os principais pontos do projeto de lei da reforma do IR, enviado na semana passada ao Congresso Nacional, e pediu apoio das entidades sindicais para aprovação da matéria.

Além da isenção da PLR, os sindicalistas solicitaram a inclusão de gastos com certificação e qualificação profissional em tecnologia da informação como despesas dedutíveis no Imposto de Renda. Argumentaram que o setor é estratégico para o crescimento do país e pode gerar 800 mil empregos nos próximos anos.

O ministro Márcio Macêdo destacou, segundo nota divulgada, a importância do diálogo com os movimentos sociais e a necessidade da reforma tributária para reduzir desigualdades. A isenção da PLR, no entanto, não foi oficialmente debatida durante a reunião, conforme informou a Secretaria-Geral.

Foto: Graccho/ASCOM/SGPR


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