O município de Eirunepé, no Amazonas, está em situação de emergência, e outras onze cidades nas regiões sul e sudoeste do estado, localizadas próximas aos rios Purus e Juruá, permanecem em estado de alerta. A condição ocorre porque diversos rios amazônicos entram em processo de cheia ao longo do mês de fevereiro, elevando níveis de água e afetando comunidades ribeirinhas.

Além disso, outros treze municípios estão em atenção. Diante da previsão de chuvas acima da média, especialmente nas regiões oeste e centro-sul do Amazonas, o governo estadual decidiu antecipar o envio de cestas básicas e apoio logístico às famílias impactadas pelas inundações.

Segundo a Defesa Civil, o pico da cheia em duas calhas de rios deve ocorrer nas próximas semanas, exigindo mobilização para garantir abastecimento, transporte, atendimento em saúde e assistência social às populações isoladas. O monitoramento hidrológico indica que 35 cidades são diretamente impactadas pelas cheias nos rios da Amazônia, atingindo cerca de cento e setenta e três mil famílias.

Para enfrentar a situação, o governo realizou nesta segunda-feira, 9, reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos para alinhar ações de prevenção e resposta à cheia dos rios no Amazonas. Entre as medidas adotadas estão o envio de cestas básicas, água potável, caixas-d’água e purificadores, além de kits de higiene e limpeza, medicamentos e a compra de alimentos da agricultura familiar.

Na área da saúde, equipes devem distribuir kits de medicamentos, vacinas e soros, além de intensificar o monitoramento de doenças como leptospirose, diarreia, malária e dengue. Um barco-hospital será direcionado aos municípios considerados prioritários do estado.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


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