Candidato à Presidência da República nas eleições de 2022, Ciro Gomes (PDT) virou réu em um processo de calúnia e difamação aberto pela ex-ministra e senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Ciro chamou Damares de “bandida nazifascista da quadrilha do Bolsonaro”, segundo queixa-crime. A ação foi aberta por Damares em razão de declaração do político em entrevista concedida a um canal no YouTube no dia 27 de maio de 2020. O documento expõe o suposto fato criminoso, com todas as circunstâncias, a qualificação de Ciro e a classificação do crime que ele teria cometido contra a atual senadora.

3ª Vara Criminal do Ceará aceitou a queixa-crime no dia 18. O juiz Ricardo Nogueira assinalou, porém, que não cabe a atual fase processual o “exame aprofundado do teor dos fatos narrados, o que deve ser reservado ao julgamento, após contraditório e instrução”. O magistrado ainda continuou explicando que neste momento é verificada somente a adequação formal e se há justa causa para o recebimento da queixa.

“Há, em cognição sumária, indícios de materialidade e autoria da conduta delituosa proclamada imputada ao querelado [Ciro Gomes]”, completou o magistrado.

Audiência para tentar conciliação não teve acordo entre ambas as partes. O encontro ocorreu em maio de 2023.

Defesa de Ciro tem 10 dias para responder à acusação. Caso os advogados não se manifestem, a Justiça determinou que a Defensoria Pública atue para assisti-lo no caso.


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