Integrantes da Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado irão se reunir nesta segunda-feira (20), às 10h, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, para discutir contribuições formais que o estado pretende levar à COP 30, conferência global sobre mudanças climáticas promovida pela ONU. A ida ao estado foi solicitada pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), por meio do Requerimento 24/2025, aprovado pela comissão. A COP 30 será realizada no Brasil, na cidade de Belém, entre os dias 10 e 21 de novembro, e reunirá lideranças internacionais para debater compromissos climáticos e metas de sustentabilidade adotadas por governos e setores produtivos.

No requerimento que fundamenta a visita, Wellington Fagundes afirmou que a intenção é reunir representantes do agronegócio, do poder público e do terceiro setor, garantindo uma construção conjunta das propostas. Segundo o senador, o objetivo é “formular um documento contendo as principais propostas de Mato Grosso para o mundo, o futuro da produção e o meio ambiente, com a intenção de contribuir para que essa região do planeta continue sendo um cenário de desenvolvimento sustentável e de promoção do bem-estar de todos”.

Ao justificar a importância de Mato Grosso na agenda ambiental, Wellington destacou que o estado é hoje o maior produtor de grãos e carnes do país e abriga, em seu território, três dos mais importantes biomas brasileiros. Em suas palavras, o estado “é o único lugar no mundo a congregar três biomas: Pantanal, Cerrado e Amazônia”, o que reforça sua relevância geográfica e ecológica. O senador também ressaltou a localização estratégica de Mato Grosso “no coração da América do Sul”, com acesso ampliado a mercados internacionais por meio de rotas logísticas que envolvem ferrovias, hidrovias e corredores de exportação.

Além da contribuição econômica e ambiental, ele afirmou que Mato Grosso vem adotando “protagonismo na pauta ambiental ao adotar um modelo sustentável e uma gestão eficiente no campo, com investimentos contínuos em pesquisa e inovação”. Ao projetar a presença do estado na conferência em Belém, o senador afirmou que “nesse cenário da Conferência Mundial do Clima, o estado terá a chance de mostrar ao mundo que é capaz de dobrar a produção e ainda conservar 60% de seu território”, reforçando a narrativa de equilíbrio entre expansão produtiva e preservação ambiental.


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