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O senador de esquerda Gustavo Petro e o empresário Rodolfo Hernández, populista de direita, disputam o segundo turno para o cargo de Presidente. As pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento indicam um empate entre os candidatos, sem uma vantagem clara para nenhum dos lados.

As urnas fecham às 18h no horário de Brasília, com os resultados sendo divulgados nas horas seguintes.

No Twitter, Petro afirmou que as pesquisas o colocam muito à frente de seu adversário e alertou para uma possível fraude.

“As pesquisas nos colocam bem acima do outro candidato, todas serão publicadas. A única coisa que nos resta é lidar com a fraude. Para isso é preciso votar, cada júri ou testemunha deve tirar fotos do E14 da sua mesa e compará-lo com o publicado pelo cartório”, afirmou.

Também no Twitter, Hernández rebateu afirmando que a acusação é baseada em “fofoca” e pediu que Petro “seja sério”.

“Na democracia, a única medida válida é o escrutínio. Não insista em criar um ambiente de fraude baseado em fofocas. Como assim o escrutínio que o favoreceu com mais de 500.000 votos em 13 de março foi válido e agora o que ele pretende afirmar são suas ‘medidas’. Seja sério.”

Ambos já votaram.

É a primeira vez em duas décadas que as eleições colombianas não contarão á com um nome ligado ao ex-presidente Álvaro Uribe. O pleito representa uma rejeição ao sistema político colombiano, indicando um forte desejo de mudança pela população.

Segundo analistas consultados , o fim do primeiro turno presidencial na Colômbia, disputado em 31 de maio, deixou um claro protagonista, uma esquerda com votação inédita e vários derrotados.

A Colômbia é considerada o país mais conservador da América Latina, mas pode ser presidida pela primeira vez na história por um nome de esquerda. Petro terminou o primeiro turno à frente, com 8,5 milhões de votos, ou 40,4%.

Já Hernández ficou em segundo, com 27,9%, equivalente a 5,9 milhões de pessoas. O uribista Federico Gutierrez, que ficou em terceiro lugar com 23% dos votos, declarou apoio ao empresário, que já foi chamado de “Jair Bolsonaro” e de “Donald Trump da Colômbia”.

Segurança

A campanha eleitoral é realizada em um momento conturbado na Colômbia. Além da pandemia, o país foi palco de grandes protestos, reprimidos com violência pela polícia, e da volta de atentados depois do acordo de paz com as Farc. O presidente do país, Iván Duque, deixará o cargo com níveis elevados de reprovação.

Ambos os candidatos denunciaram que receberam ameaças de morte durante a campanha eleitoral, e Hernández cancelou todos os eventos da última semana por esse motivo.

A segunda questão em torno do tema de segurança é que o candidato que não vencer poderia não aceitar o resultado, uma vez que houve provas de fraudes eleitorais no passado.

Gustavo Petro

Líder da esquerda, Petro é conhecido como um ex-membro do grupo de guerrilha M-19 (Movimento 19 de Abril), desmobilizado nos anos 1990. O passado como militante tornou a vida pública do primeiro colocado polêmica.

Nascido no município de Ciénaga de Oro em 1960, no departamento de Córdoba, na costa caribenha, entrou para a vida pública ainda jovem, aos 21 anos, como conselheiro municipal, uma espécie de vereador. Foi nessa época também que se aproximou do M-19.

A eleição deste ano é a terceira tentativa de Petro de ocupar a cadeira presidencial. Antes, o candidato foi senador e prefeito da capital colombiana, Bogotá.

Entre suas propostas está a mudança do modelo econômico do país, com promoção da produção agropecuária e uma reforma agrária, um compromisso com a mudança na matriz energética colombiana e preservação da natureza, promoção da igualdade feminina, fim do serviço obrigatório e mudanças nas forças de segurança e uma reforma tributária, taxando grandes fortunas.

Rodolfo Hernández

Com uma vida política repleto de polêmicas, ele se autodenomina “Engenheiro Rodolfo Hernández”.

Nasceu em Piedecuesta, no departamento de Santander, em 1945, é um empresário na mesma região, localizada no nordeste da Colômbia.

Em 1992 foi eleito vereador, mas nunca assumiu o cargo. Anos depois, em 2016, foi eleito prefeito de Bucaramanga, embora não tenha completado o mandato por uma série de sanções disciplinares impostas pela Procuradoria-Geral da Colômbia devido a escândalos.Os representantes de Hernández não falaram sobre os acontecimentos, áte o momento, não obteve retorno.

Durante a campanha eleitoral, Hernández ficou conhecido por usar a rede social TikTok como forma de atrair o eleitorado mais jovem. Ele também teve um forte crescimento nas intenções de voto, levando-o ao segundo turno.

Hernández tem um forte discurso anticorrupção, e propõe mudar o Código Penal do país para “reduzir a impunidade”. Ele defende criar uma “cidade ressocializadora”, que envolveria a modificação de presídio e a otimização de recursos e ressocialização de presos.

O candidato também quer reformar o sistema de admissão em universidades, estendendo a cobertura para toda a população, e afirmou que vai reduzir o IVA, um dos principais impostos do país. Além disso, quer construir moradias populares “dignas” em áreas rurais para evitar um êxodo para as cidades.

 

 

 

 

 

 

 

 


Paola Tito

editor

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