A Articulação dos povos indígenas do Brasil (Apib) informou na tarde desta sexta-feira que a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul realizou uma ação que deixou ao menos uma pessoa ferida nas comunidades Guarani e Kaiowa, no município de Amambaí.

Segundo o portal Campo Grande News, o Batalhão de Choque da Polícia Militar do estado foi acionado para conter uma ocupação em uma propriedade rural. Os militares teriam entrado em confronto com indígenas, e três policiais foram baleados, de acordo com o Batalhão de Choque.

Procurada pelo Globo, a PM confirmou a ação, mas não repassou número de feridos ou se houve óbitos. O Conselho Indigenista Missionário, que está no local, informou em nota que há três indígenas desaparecidos, entre mulheres e crianças, além de outros seis feridos, dois deles encaminhados para Campo Grande, mas sem risco de morte.

“Tropas de choque da polícia militar de MS, sem ordem judicial […], ação genocida neste momento contra comunidade Guarani e Kaiowa no município de Amambai, Guapo’y Mirim. Dezenas de indígenas feridos e desaparecidos, e mortos. Precisamos de assistência médica e ambulância. Pedimos Justiça”, informou a Apib em seu perfil no Instagram.

Na noite desta quinta-feira, um grupo com cerca de 25 indígenas teriam ocupado a Fazenda Tejui, a cerca de 14 km de Naviraí, na região de Dourados. Segundo a polícia, os nativos teriam feito os moradores da propriedade reféns e os expulsaram da casa, o que teria dado início à ocupação da sede e das estradas de acesso ao local.

Ao Campo Grande News, o Batalhão de Choque informou que agentes foram até o local e teriam sido recebidos a tiros quando se aproximavam da propriedade. Os indígenas teriam ameaçado atear fogo em maquinários. Após a chegada dos militares, eles teriam recuado e lançado flechas contra os agentes.

 

Segundo o portal local Top Mídia news, na manhã desta sexta-feira, mochilas e flechas foram encontradas em meio ao milharal. O material está sendo recolhido e encaminhado à Delegacia para as investigações.