Foi o primeiro exercício militar conjunto dos dois países aliados desde que o presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol assumiu o cargo no mês passado e o primeiro com um porta-aviões desde novembro de 2017.

Pyongyang há muito protesta contra os exercícios militares conjuntos de Seul e Washington, chamando-os de ensaios de invasão.

“O exercício cimentou a determinação de ambos os países de responder com severidade a qualquer provocação norte-coreana, ao mesmo tempo em que demonstra o compromisso dos Estados Unidos em fornecer dissuasão expandida”, apontou o Estado-Maior Conjunto sul-coreano em comunicado.

No mês passado, durante uma cúpula com Yoon, o presidente americano Joe Biden disse que Washington implantaria “ativos estratégicos” se necessário para deter a Coreia do Norte, como parte dos esforços para reforçar a dissuasão.

Go Myong-hyun, pesquisador do Asan Institute for Policy Studies, disse que o lançamento de domingo foi provavelmente uma resposta às manobras dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.

“Parece que dispararam oito mísseis porque, na opinião deles, a escala dos exercícios conjuntos foi ampliada”, comentou à AFP.

Os lançamentos ocorreram durante 30 minutos de vários locais, incluindo Sunan, na capital Pyongyang, Tongchang-ri, na província de Pyongan (norte), e Hamhung, na província de Hamgyong (sul), acrescentou.

Percorreram diferentes distâncias – de 110 a 670 quilômetros – e voaram em diferentes altitudes de até 90 quilômetros de altura, explicou.

De acordo com dois relatórios locais, dois mísseis foram lançados de cada local, provavelmente de lançadores transportadores (TELs).

Este é o maior número de mísseis balísticos lançados pela Coreia do Norte no mesmo dia e ao mesmo tempo.
Exercícios militares

O Japão informou que os lançamentos ocorreram em vários locais e que Pyongyang testou mísseis em uma “frequência sem precedentes” este ano.

“Podemos dizer que o grande número de lançamentos de pelo menos três lugares em um curto período como este é incomum”, comentou o ministro da Defesa japonês, Nobuo Kishi, confirmando que a Coreia do Norte disparou pelo menos seis mísseis.”Isso é absolutamente inaceitável”, disse.

O lançamento ocorreu um dia depois que a Coreia do Sul e os Estados Unidos concluíram exercícios em grande escala de três dias envolvendo o USS Ronald Reagan, um porta-aviões de 100.000 toneladas movido a energia nuclear.

Foi o primeiro exercício militar conjunto dos dois países aliados desde que o presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol assumiu o cargo no mês passado e o primeiro com um porta-aviões desde novembro de 2017.

Pyongyang há muito protesta contra os exercícios militares conjuntos de Seul e Washington, chamando-os de ensaios de invasão.

“O exercício cimentou a determinação de ambos os países de responder com severidade a qualquer provocação norte-coreana, ao mesmo tempo em que demonstra o compromisso dos Estados Unidos em fornecer dissuasão expandida”, apontou o Estado-Maior Conjunto sul-coreano em comunicado.

No mês passado, durante uma cúpula com Yoon, o presidente americano Joe Biden disse que Washington implantaria “ativos estratégicos” se necessário para deter a Coreia do Norte, como parte dos esforços para reforçar a dissuasão.

Go Myong-hyun, pesquisador do Asan Institute for Policy Studies, disse que o lançamento de domingo foi provavelmente uma resposta às manobras dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.

“Parece que dispararam oito mísseis porque, na opinião deles, a escala dos exercícios conjuntos foi ampliada”, comentou à AFP.