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Por Geraldo Elísio (Repórter)

“Não foi um acidente. Foi um crime ambiental”. O rompimento da barragem de resíduos da Vale, em Brumadinho, dando sequência ao Crime de Mariana. Este crime ocorreu em 25 de janeiro e completou 3 anos neste 2022. E ainda segue fazendo vítimas. Foram muitas mortes. Desaparecidos existem até hoje.

Apesar de tudo, ainda que uma ação para renovar, o Governo do Estado de Minas Gerais, falta a opinião de um ótimo ginecologista, em termos comparativos parece ter hímen complacente, vendo no estupro de nossas riquezas minerais a única forma de arrecadação assim mesmo a preço vil.

De um estado montanhês como um dia o definiu o ex-governador Itamar Franco, nós estamos retrocedendo à condição de uma planície lunar cercada de eucaliptos por todos os lados. Até mesmo o cenário do Grande Sertão – Veredas – está sendo destruído. E não ouço uma palavra de refugo do novel governador Zema. Sim ele mesmo, o filho da Perplexidade com o Espanto.

Mas não podemos ser injustos. A decrepitude mineira começou antes do senhor Zema chegar ao Poder, um Estado perdido no tempo, distante dos jogos políticos superiores – mesmo registrando falhas – de Juscelino Kubitscheck de Oliveira, Israel Pinheiro, Rondon Pacheco e Aureliano Chaves.

E o pior! Quem virá depois dele neste quadro que se apresenta. Ao olharmos para o retrovisor as imagens vistas não condizem com os tempos atuais; desejam permanecer, mas incertas quanto ao item com quem. Minas, uma Veneza sem turismo, situação agravada por uma epidemia, vê o seu futuro se escoar.

As imensas riquezas nos foram dadas e estão sendo desperdiçadas sem perspectivas de substituição. Por que outros estados brasileiros se desenvolvem e os mineiros caminham para trás? Com a palavra os sociólogos se é que saberão explicar tais distorções.

A todas as pessoas citadas nesta matéria automaticamente é garantido o direito da resposta no espaço tamanho e corpo.


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