Por Geraldo Elísio (Repórter)
Vi com surpresa o presidente norte-americano Joe Biden chamar Vladimir Putin de criminoso de guerra e, acima de tudo, alegar que a China está tendo uma ação de muita desenvoltura na América do Sul. Com uma fisionomia beirando o histerismo exigindo o fim desta prática ancestral do EE. AA ao longo de muitos anos.
Aliás, foram os chineses que denunciaram que de 1945 até os dias atuais o Tio Sam praticou 85% das intervenções golpistas em diversos pontos do planeta. Somente no Brasil duas vezes, em 1964 e em 2016, daí soar bem estranha a posição do ocupante da Casa Branca, num comportamento digno de um títere, como se o governo dele exercesse as funções de xerife do mundo.
Pior, apesar de todo o esforço propagandístico de Washington, o alquebrado líder se esquece das dezenas de vezes em que eles se imiscuem em negócios dos outros, sem observar que o mundo gira no rumo frentista ignorando vocações imperialistas e dominantes de quem quer que seja.
Bush pai e filho, Bill Clinton, Barack Obama e Donald Trump são heróis ou criminosos de guerra, sem contar outros antecessores?
Num mundo pleno de armas atômicas quem irá se atrever a deflagrar a terceira guerra mundial ignorando ser esta a gênese da batalha final. Não acredito que Mister Joe possa admitir como verossímil ele usar de seus poderosos arsenais sem levar um troco maior do que o previsível por parte de Moscou e Beijing.
Levando-se ainda em consideração que os demais países da OTAN com certeza pensam o mesmo e que a atual guerra da Rússia com a Ucrânia tem demonstrado ser a expressão da verdade. Biden perigosamente brinca com fogo atômico na tentativa de salvar uma eleição interna deles tendo a guerra como atração à parte.
Arsenais dissuasivos foram feitos com o objetivo exatamente de desmotivar guerras de tais naturezas, nunca para o uso indiscriminado dos artefatos ensilados. A propaganda, o servilismo de redes de comunicação social do porte de uma Rede Globo de Televisão da Vida (ou da morte?) são insuficientes diante de tal realidade.
Além do mais, entra na órbita da mais perfeita cara de pau os E.U. A. admitirem que eles existam como o suprassumo da perfeição, destinados ao pastoreio das demais raças inferiores. No livro O Japão que sabe dizer não, o senador direitista Shintaro Ishihara, na primeira edição traduzida para o português reclama de uma questão similar.
Entretanto, ao final do livro, depois de dizer que falta sabedoria aos norte-americanos, pois planta hoje buscando colher em dez minutos, ele cai na mesma filosofia errática dizendo que Washington deveria se aliar a Tóquio, capaz de aguardar a colheita quanto tempo seja preciso.
O texto veio a público por acaso apontando erros fatais com diferentes perspectivas: o apressado quem quer a colheita dez minutos após o plantio e o paciente que espera o ritmo normal da sazonalidade para então se beneficiar dos objetivos programados. Duas perspectivas de domínio que através do decorrer do tempo apresentaram resultados idênticos.
Enquanto isso, la nave vá, sem uma belíssima atriz no cenário. Parece que a velha Europa cansada da guerra já percebeu a raiz do problema e a continuar a questão como anda, pior ainda, se surgir uma piora, não sobrará ninguém para contar a história real. O Armagedon bíblico, se surgir – lógico dispensando pastores milagreiros e tomadores de dinheiro dos fiéis – fará jus ao dito por Albert Einstein: “Não sei como será a Terceira Guerra Mundial, mas poderei vos dizer como será a Quarta; com paus e pedras”.
A todas as pessoas citadas nesta matéria automaticamente é garantido o direito da resposta no espaço tamanho e corpo.

