A CUT/MG – Central Única dos Trabalhadores acaba de lançar uma revista que traz um Raio X do governo Zema. Nesta publicação, também assinada pelos movimentos sindical, sociais e populares, foi feito um acerto de contas público com a administração de Romeu Zema.

“Queremos trazer para o debate uma projeção do que o povo mineiro pode esperar deste governo no próximo quadriênio. É esperada, novamente, a tentativa de consolidação de um projeto em que o gestor principal não tem a menor preocupação com o bem-estar da população, daí a indiferença.

O presidente da CUT diz que Zema quer estabelecer sua política de redução da participação do Estado, com cortes em investimentos na prestação de serviços essenciais. E, ao mesmo tempo, favorecer seus parceiros, os empresários, com a entrega do patrimônio público”.

A Revista foi lançada no 12º Congresso do Sind-UTE/MG, aberto dia 29 de janeiro com término previsto para 1º de fevereiro, e entregue a cerca de 2,5 congressistas. “Queremos, com o conteúdo desta revista, demonstrar que a administração de Romeu Zema foi, acima de tudo, incompetente e prejudicial ao povo mineiro.”

Jairo Nogueira lembra que o governador se disfarça de gestor confiável com sua fala mansa, sotaque e expressão de matuto do interior, e usa de muita demagogia – por exemplo, pagar aluguel e não morar no Palácio das Mangabeiras – para enganar a população mineira.

“Apresentamos fatos, números e denúncias de especialistas e representantes dos movimentos sindical e sociais que comprovam a política de Estado mínimo instaurada em Minas Gerais”.

“Com dados irrefutáveis e comprovados desmascaramos um administrador que, blindado por boa parte da imprensa, vai tentar consolidar em seu projeto de dilapidação e venda de empresas públicas e estatais à iniciativa privada e de redução de investimentos na saúde, na educação, na segurança e nas políticas públicas.”

“Zema, ao contrário do que alardeia, não saneou as finanças de Minas Gerais. Por sinal, aumentou ainda mais dívida com a União, que ultrapassou R$ 140 bilhões. E tem usado isso para justificar cortes nos investimentos em setores essenciais.

Mas esconde que sua gestão abriu mão de bilhões em receita, principalmente em ICMS, com privilégios fiscais, como renúncia fiscal e sonegação, beneficiando grandes contribuintes e grupos de contribuintes. Deixou de arrecadar recursos que poderiam sanear as finanças e melhorar a prestação de serviços em áreas fundamentais para o povo mineiro”, diz a publicação.

Fotos: Nádia Nicolau/Sindutemg


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