Relatos mostram mais de 6 mil trabalhadores (contratados desde 2018) sob jornada insalubre, falta de equipamentos básicos, exposição à riscos, salários bem abaixo da carga horária de 44h semanais e descontos irregulares

A Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social do SindRede debate, no próximo dia 19 de junho, às 10h, a situação dos mais de 6 mil trabalhadores da educação na rede municipal em Belo Horizonte que atuam de forma terceirizada por meio da empresa pública Minas Gerais Serviços (MGS).

Os relatos são de trabalhadores que hoje ultrapassam as 44h semanais sob condições de trabalho insalubres, em contato direto com equipamentos como caixas de gordura e altas temperaturas, tudo isso, sem nenhum tipo de EPI.

Além disso, há relatos de intimidações e assédios por parte de algumas chefias e descontos irregulares dos salários dos trabalhadores.

Um dos setores que estariam também sob riscos é o de Auxiliares de Apoio ao Educando, onde há um volume muito maior de alunos com deficiência para o quantitativo de profissionais da educação.

“Eu tenho acompanhado as mobilizações do SindRede e visto que são centenas de trabalhadores terceirizados sob condições preocupantes e sem diálogo algum com a Prefeitura de Belo Horizonte e com a MGS, que sequer recebe a categoria. Por isso, a Comissão do Trabalho pretende dialogar junto a Prefeitura e a MGS para dar condições e melhorar a atuação desses profissionais na cidade de Beagá”, detalha Betão, presidente da Comissão do Trabalho.


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