A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta segunda-feira, 2, um novo pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para afastar o ministro Alexandre de Moraes das investigações relacionadas ao plano de golpe. O pedido baseia-se no relatório da Polícia Federal que resultou no indiciamento de Bolsonaro e 36 aliados.
Segundo o documento da Polícia Federal, o plano golpista, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, incluía ações como a prisão ou execução de Moraes. A defesa argumenta que, por ser uma potencial vítima do esquema, o ministro não deveria conduzir as investigações ou julgar o caso.
O relatório também revela que um grupo de militares chegou a seguir Moraes e estaria preparado para atacá-lo. No entanto, as ações não se concretizaram devido à resistência do Alto Comando do Exército às pressões golpistas, conforme apurado pela PF.
O advogado de Bolsonaro, Paulo Amador da Cunha Bueno, afirma que a participação de Moraes compromete a imparcialidade necessária para julgar o processo. “É evidente que um julgador que se considera vítima não pode atuar com a isenção e seriedade exigidas de um magistrado”, afirma um trecho do pedido protocolado no STF.
Foto: Isac Nóbrega/PR

