O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, reconheceu o protagonismo brasileiro assumido em 2023 na transição energética, durante o seminário promovido pelo governo suíço em Davos, onde está sendo realizado o Fórum Internacional Econômico. O evento contou com a participação do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Segundo o diretor da Agência, o Brasil está no centro dos assuntos energéticos globais e poderá compartilhar sua expertise com o resto do mundo. Ele também parabenizou o Brasil pela criação de projetos e programas inovadores.

Fatih Birol destacou que o G20 de Energia, cujo Brasil assumiu a presidência no final do ano passado, será uma grande oportunidade para o país assumir e mostrar seu papel de destaque e chamar a atenção do mundo para a importância em se investir na transição energética.

“Agora, temos o G20 e a COP chegando no Brasil e isso é um palco, esse é um papel que o Brasil já merecia, mas por alguns motivos ainda não havia conseguido. Admiro no Brasil a sustentabilidade. A sensibilidade ambiental é algo que está no DNA do povo brasileiro, no seu sangue. Você não precisa dar palestras, não precisa dar aulas nas escolas. Está no sangue deles a sustentabilidade”, afirmou.

O diretor da IEA afirmou que virá ao país no próximo mês para trocar experiências com o governo brasileiro “Me sinto honrado em ir ao Brasil em 10 dias e conversar com o governo e compartilhar minha perspectiva de como o Brasil pode aproveitar ao máximo essa oportunidade única nos próximos dois anos. O Brasil atingiu muita coisa e agora é hora de compartilhar essas conquistas com o resto do mundo. Primeiramente para encontrar mercados e em segundo, para ser fonte de inspiração para os demais”, destacou Fatih Birol.

Ainda segundo o diretor, a bioenergia pode contribuir para a descarbonização do sistema energético global para muitos países de forma economicamente viável, reduzir o custo e diminuir as emissões, assim como faz o Brasil.

“Uma das minhas expectativas do G20 brasileiro, na minha humilde expectativa, e da COP 30 é reunir os países para encontrar mecanismos para criar mercados para a bioenergia no mundo todo e que as pessoas entendam que a bioenergia pode ser de fato muito útil para a economia e para a descarbonização”, finalizou.

O ministro Alexandre Silveira, que também discursou no seminário, destacou o atual momento do Brasil, que lidera a transição energética, tendo 88% da sua matriz energética limpa e renovável. Segundo ele, o Brasil tem autoridade para cobrar dos países desenvolvidos ações concretas para a descarbonização do planeta.

“O Brasil é conhecido internacionalmente como um país que é o celeiro de alimentos do planeta, mas estamos ampliando em muito a nossa matriz eólica, solar e de biomassa para sermos reconhecidos como o celeiro das energias limpas e renováveis”, disse Silveira.


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