O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira, vinte e três, no menor patamar em quase dois anos, em meio à cautela dos investidores diante da política tarifária do presidente Donald Trump e dos movimentos do mercado internacional.
A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 5,169, com leve recuo em relação ao fechamento anterior, após iniciar a manhã em alta e inverter a trajetória ainda antes do meio-dia.
Durante os primeiros negócios, a cotação chegou a superar R$ 5,19, mas passou a recuar acompanhando o comportamento do dólar no exterior e a entrada de recursos em mercados emergentes.
Com o resultado, a divisa atingiu o menor valor desde o fim de maio de dois mil e vinte e quatro e acumulou queda expressiva tanto no mês quanto no ano.
No mercado acionário, o dia foi marcado por volatilidade, com o principal índice da bolsa brasileira oscilando ao longo do pregão e encerrando em queda, influenciado pelo desempenho das bolsas internacionais.
O índice Ibovespa, da B3, chegou a operar no campo positivo pela manhã, mas perdeu força ao longo da tarde, pressionado principalmente pelas ações de grandes bancos.
Investidores adotaram postura mais defensiva diante das incertezas relacionadas às medidas tarifárias anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, que continuam provocando ajustes nos fluxos globais de capital.
No câmbio, a dinâmica foi influenciada pela abertura do mercado norte-americano, que estimulou a busca por ativos de maior risco e favoreceu moedas de países emergentes.
Na bolsa, houve movimento de realização de lucros após o recorde recente, especialmente em papéis do setor financeiro, enquanto o desempenho negativo em Nova York pesou sobre o humor global.
As ações de empresas do setor de petróleo destoaram do mercado e fecharam em alta, acompanhando a elevação das cotações internacionais da commodity em meio a tensões geopolíticas.
O cenário externo segue no radar, com declarações recentes de Trump aumentando a percepção de risco e influenciando decisões de curto prazo nos mercados financeiros globais.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

